“No final do jogo, vimos elementos da organização do evento, com coletes azuis, invadir o campo e agredir os jogadores do Sporting. Está filmado. Isto é o pior do desporto em Portugal e ninguém tem coragem de dizer que isto não é normal”, disse o dirigente, na sala de imprensa do recinto portista, no final da partida, numa declaração sem direito a perguntas dos jornalistas.

O líder do emblema lisboeta considerou que “este jogo reflete o que foram os últimos 40 anos do futebol português com Pinto da Costa”, dizendo ter visto no camarote do estádio “presidentes de Câmara e ilustres políticos, todos a assobiarem para o lado, perante um espetáculo horrível e decadente”.

Frederico Varandas não se inibiu, também, de tecer críticas à arbitragem de João Pinheiro, considerando que o juiz de Associação de Futebol de Braga “não aguentou a pressão” e deixou-se “amedrontar".

“Não estava preparado, e nem sei se algum dia estará, para lidar com a pressão de apitar um jogo destes. […] Este árbitro não tem coragem para apitar neste ambiente. Amedrontou-se num espetáculo deprimente”, disse Varandas.

O líder do Sporting revelou ainda que o mesmo árbitro “veio pedir desculpa ao intervalo, ao Hugo Viana [diretor do ‘leões’], dizendo que o Coates não deviam ter levado o primeiro amarelo”.

“Se o Sporting não tivesse ficado reduzido a 10 em toda a segunda parte, jamais o FC Porto iria dar a volta ao jogo”, apontou Frederico Varandas.

O líder FC Porto manteve hoje os seis pontos de avanço sobre o Sporting, ao empatar em casa com os 'leões' (2-2), num jogo marcado por várias expulsões no final.

Paulinho (08 minutos) e Nuno Santos (34) colocaram o Sporting a vencer por 2-0, com Fábio Vieira (38) e Mehdi Taremi (78) empataram para o FC Porto, que jogou em vantagem numérica desde os 49 minutos, por expulsão de Coates.

O encontro terminou com desacatos entre jogadores e elementos das duas equipas, com o árbitro a mostrar vários cartões vermelhos.

Após o apito final de João Pinheiro, os jogadores das duas equipas envolveram-se em empurrões, com o árbitro a expulsar quatro jogadores, dois de cada equipa - os 'dragões' Marchesín e Pepe e os 'leões' Tabata e Palhinha -, além de alguns elementos das estruturas.

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