"Morreu Rogério Pipi, um dos mais extraordinários jogadores do Benfica e da Seleção Nacional. Fez ontem 97 anos", pode ler-se na publicação.

“Foi com profunda tristeza e pesar que o Sport Lisboa e Benfica e os seus milhões de sócios, adeptos e simpatizantes tomaram conhecimento do muito triste falecimento de um dos maiores símbolos do nosso clube, Rogério Carvalho ‘Pipi’”, escreveu o clube da Luz no seu sítio oficial na Internet.

Numa nota assinada pelo presidente do clube, Luís Filipe Vieira, é referido que Rogério ‘Pipi’ é “uma das glórias que ficarão para sempre” na história do clube e “na memória de quem durante as décadas de 1940 e 1950 teve o privilégio de assistir” às suas “exibições de sonho”.

“É um dos nossos maiores goleadores de sempre e recordista de golos em finais da Taça de Portugal, e, em 13 épocas no nosso clube, conquistou 10 troféus, com destaque para a histórica Taça Latina”, lembrou o líder dos ‘encarnados’, apresentando as “mais sentidas e comovidas condolências” à família, “em nome pessoal e de todos os Órgãos Sociais do Sport Lisboa e Benfica”.

“Ficará imortalizado na história e no coração de todos os Benfiquistas”, rematou Luís Filipe Vieira.

Rogério Lantres de Carvalho, conhecido entre os colegas como ‘Pipi’, pela forma aprumada como sempre se apresentava, nasceu em Chelas, na capital portuguesa, tendo representado apenas quatro clubes em quase 20 anos de carreira: Chelas FC (1939 a 1942), Benfica (1942 a 1954), Botafogo (1947) e Oriental (1954 a 1958).

Seria no Benfica que o antigo avançado se viria a destacar, entre 1942 e 1954, sendo que, pelo meio, teve uma breve passagem pelos brasileiros do Botafogo, em 1947.

Pelos ‘encarnados’, ‘Pipi’ conquistou três campeonatos nacionais, seis taças de Portugal e a Taça Latina de 1950, além de ter contribuído para o título de campeão da II Divisão conquistado pelo Oriental, em 1955/56.

Rogério é o recordista de golos marcados em finais da Taça de Portugal (15), tendo apontado cinco tentos numa das seis que disputou pelo Benfica, em 1943/44, diante do Estoril-Praia (8-0).

‘Pipi’ representou a seleção portuguesa em 15 ocasiões, nas quais anotou dois golos.

Rogério ficou com a alcunha "Pipi" por ser um rapaz franzino. Gaspar Pinto começou por batizá-lo de "agulha" e, mais tarde, Francisco Albino chamou-lhe de "Pipi", por se vestir como os "rapazes da moda".

O ex-avançado tinha completado 97 anos no sábado.

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