Depois da derrota em Old Trafford frente ao Manchester United, o Tottenham de José Mourinho regressava a casa para tentar voltar ao caminho das vitórias que tinha iniciado desde que José Mourinho sucedeu a Mauricio Pochettino no banco dos Spurs (somavam três triunfos seguidos antes da derrota frente aos Red Devils).

Pois bem, logo as cinco minutos de jogo, esse caminho começou a "pavimentado" por Harry Kane. O capitão do Tottenham pegou na bola a meio do meio-campo do Burnley, galgou uns metros de disparou uma autêntica bomba que abriu o marcador e colocou os Spurs em vantagem.

Com as cavalgadas de Son Heung-min a não deixarem a equipa orientada por Sean Dyche respirar, foi dos pés do avançado sul-coreano pelo qual Mourinho confessou recentemente estar "apaixonado" que se iniciou a jogada do segundo golo do Tottenham, apenas três minutos depois do primeiro. Son arrancou pela esquerda, passou por vários adversários e já dentro da área rematou para defesa apertada de Nick Pope; na sequência da defesa, a bola subiu muito e acabou por vir parar aos pés de Lucas Moura, que em cima da linha de golo só teve de empurrar o esférico para a baliza deserta.

E se Mourinho já estava "enamorado" por Son, essa paixão só se poder ter prolongado quando, à passagem da meia hora, o sul-coreano pegou na bola perto da sua área e arrancou pelo meio de quase toda a equipa do Burnley - parecia que ia de moto quando os restantes jogadores pedalavam numa bicicleta... e a subir - e só parou na cara de Nick Pope para rematar e fazer o 3-0, naquele que pode ter sido o golo da jornada (e um dos melhores do ano). A arrancada maradoniana mostrou que a 22.ª posição do avançado na classificação da Bola de Ouro (a melhor de sempre para um jogador asiático) não foi por acaso. O golo promete correr mundo no fim-de-semana futeboleiro e nem a conta de Twitter da Premier League ficou indiferente:

Por volta dos 30 minutos de jogo o Tottenham já se encontrava a vencer por três golos, numa demonstração de força que parecia provar que esta recuperação na tabela classificativa (e da confiança da equipa, já agora) desde que José Mourinho se passou a sentar no banco não seria afetada pela derrota em Old Trafford a meio da semana. Os Spurs, de resto, têm mostrado grande fulgor ofensivo (11 golos nos primeiros quatro jogos aos comandos do português), sendo na defesa que residem, neste momento, as maiores preocupações do treinador setubalense, que pediu "tempo" para corrigir problemas "óbvios" (9 golos sofridos nos mesmos quatro jogos).

O pugilista Anthony Joshua (que hoje tenta recuperar o título de campeão do mundo de pesos pesados frente a Andy Ruiz) disse recentemente que Harry Kane venceria Pierre-Emerick Aubameyang, avançado gabonês do Arsenal, num combate; esta tarde, em Londres, HurriKane (alcunha do ponta-de-lança do Tottenham) provou que, pelo menos, é capaz de "destruir" toda a defesa do Burnley. E a prova disso foi que ainda não tinham passado 10 minutos da segunda parte e avançado inglês disparava outra bomba na direção da baliza do Burnley que só pararia no fundo das redes. O reatamento trouxe, portanto, mais do mesmo, com os Spurs a marcarem cedo e pelos pés de Kane, que com o bis desta tarde soma já nove golos na edição deste ano da Premier League.

Até final deu ainda tempo para os adeptos londrinos receberem com aplausos a entrada de Aaron Lennon, extremo inglês que passou nove épocas e meia ao serviço do Tottenham e que agora atua no Burnley, para Sissoko fazer o 5-0 assistido por Harry Kane e para as entradas dos teenagers Troy Parrott (17 anos), Oliver Skipp (19 anos) e Ryan Sessegnon (também de 19 anos e que Mourinho recentemente comparou ao ex-internacional inglês Ashley Cole) na partida.

Com este resultado, os Spurs regressam ao 5.º lugar da Premier League em igualdade pontual com o Wolves de Nuno Espírito Santo (que só joga amanhã e que os londrinos vão defrontar na próxima jornada) e voltou a repor em seis pontos a desvantagem para o Chelsea, 4.º classificado que foi hoje derrotado pelo Everton no primeiro jogo dos Toffees depois da saída de Marco Silva do seu comando técnico.

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