Há três meses, nas suas previsões de outono, o executivo comunitário antecipou um abrandamento do ritmo de crescimento da economia portuguesa para 1,8% este ano, abaixo da previsão de 2,2% inscrita no Orçamento do Estado para 2019, que já constituía uma ligeira revisão em baixa do Governo face à estimativa do Programa de Estabilidade, apresentado em abril, que apontava para 2,3%.

A Comissão salientou então que, apesar de a procura interna continuar forte, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em Portugal deveria abrandar em 2019 e 2020 “face ao enfraquecimento das exportações líquidas”, projetando valores abaixo dos 2% para os dois anos.

Já a nível da inflação em Portugal, Bruxelas estimou, em novembro, que subisse ligeiramente para 1,6% em 2019 e 2020, enquanto as previsões nacionais contemplavam uma taxa de 1,3% tanto este ano como no próximo.

O executivo comunitário atualizará, assim, as suas previsões relativamente a estes dois indicadores — PIB e inflação –, os únicos contemplados nas previsões intercalares (de inverno, em fevereiro, e do verão, em julho).

Além destas previsões intercalares, a Comissão publica previsões macroeconómicas completas na primavera e no outono, para alinhar o seu calendário com o de outras instituições, designadamente Banco Central Europeu (BCE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

As previsões de inverno serão apresentadas na sede da Comissão Europeia, em Bruxelas, às 11:00 locais (10:00 de Lisboa), pelos comissários dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, e do Euro, Valdis Dombrovskis.

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