Arménio Carlos falava aos jornalistas após ter sido recebido pelo presidente do grupo parlamentar do PS, Carlos César, reunião que durou cerca de 70 minutos e em que se registou uma esperada divergência sobre a posição de cada uma das partes face a uma descida da TSU dos empregadores.

No entanto, de acordo com o secretário-geral da CGTP-IN, na reunião foram privilegiados outros temas, tendo sido analisadas soluções para o combate à precariedade, contratação coletiva e reforço dos serviços públicos.

“Há manobrismos que têm de ser atacados. Desse ponto de vista, estivemos de acordo que é preciso tomar medidas imediatas”, declarou Arménio Carlos, fazendo um breve balanço da reunião com a direção da bancada socialista.

Segundo o secretário-geral da CGTP-IN, nesta reunião, a sua central sindical transmitiu ao PS “total disponibilidade para um diálogo frontal, sério e rigoroso no sentido de ser adotado um percurso” para resolver os mais graves problemas laborais.

“Em relação à TSU cada um segue o seu caminho, mas, em relação às outras matérias, sentimos da parte do PS total disponibilidade para encetar a partir daqui um diálogo mais intensivo, particularmente com as federações da CGTP-IN, tendo em vista discutirem-se coisas concretas”, disse.

Neste contexto, Arménio Carlos adiantou que, em breve, a CGTP-IN entregará ao PS um levantamento dos problemas em cada setor de atividade na administração pública, no setor empresarial do Estado e no setor privado.

Interrogado pelos jornalistas sobre as alternativas que propõe para compensar os empregadores pela subida do salário mínimo para 557 euros, caso a descida da TSU em 1,25 pontos percentuais seja chumbada no parlamento na quarta-feira, Arménio Carlos advertiu que a CGTP-IN não subscreveu o acordo de concertação social.

“Como compreenderão, não compete à CGTP-IN apresentar alternativas. Quem arranjou o problema, que agora encontre conjuntamente as alternativas”, respondeu Arménio Carlos, adiantando, no entanto, que a sua confederação sindical se encontra disponível para “apresentar propostas e demonstrar que é possível fazer diferente e, sobretudo, melhor”.

Mas Arménio Carlos foi ainda mais longe, criticando a atuação do ministro do Trabalho, José Vieira da Silva, na concertação social.

“Não foi a CGTP-IN que se afastou de um compromisso global, mas a opção do Ministério do Trabalho de nos afastar, porque sabia que nós não aceitávamos a descida da TSU. Não quiseram encontrar outras soluções e, portanto, cada um assume as suas responsabilidades. Para nós, o mais importante já está em fase de aplicação: a atualização do salário mínimo para 557 euros”, frisou o secretário-geral da CGTP-IN.

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Lusa/fim

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