“É isso que está a acontecer, estamos a ter um aumento do emprego, de 90 mil postos de trabalho desde o início do ano, uma boa redução do desemprego e os salários estão a subir, e isso só mostra que a competitividade em Portugal faz-se pela qualidade dos nossos trabalhadores, faz-se pela melhoria das condições das empresas, faz-se pelo apoio às empresas que querem investir, não se faz pelos baixos salários”, disse Caldeira Cabral, no Porto, à margem da inauguração das novas instalações da empresa tecnológica Blip, da área do ‘software’ para a Internet e telemóveis.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou hoje o ICT aumentou 3,6% no terceiro trimestre, face ao trimestre homólogo de 2015, com um acréscimo de 3,9% nos salários e 2,6% nos outros custos.

Este indicador de curto prazo integra os custos do trabalho suportados pela entidade empregadora (salários, subsídios e prémios de desempenho, bem como prestações para a Segurança Social, entre outros custos) e considera também o número de horas efetivamente trabalhadas por trabalhador.

No trimestre anterior tinha sido observado um acréscimo homólogo de 2,2%.

Segundo o ministro, este indicador revela que “os salários estão a subir e o emprego também está a subir”.

“É isso que queremos em Portugal, é mais emprego e melhor emprego e são empregos como os que estão a ser criados aqui [na Blip], que apostam nas qualificações e que podem pagar bem aos trabalhadores, os que queremos ver a crescer na sociedade portuguesa”, disse.

Sobre a taxa de desemprego, que baixou 0,3 pontos percentuais para 10,5% no terceiro trimestre de 2016, face ao anterior, e 1,4 pontos percentuais face ao trimestre homólogo de 2015, de acordo com os dados que o INE divulgou na quarta-feira, Caldeira Cabral classificou os indicadores como "muito positivos”.

Significa que “é o crescimento do emprego que está a fazer a descida do desemprego e não a saída de pessoas, e não a redução da mão-de-obra do país”, afirmou.

Considerando como “muito interessante” o crescimento do emprego, “um dos maiores desde o início do século”, o ministro da Economia disse que “há, de facto, uma boa indicação de que está a haver uma retoma na economia, de que há confiança dos empresários na economia, de que os empresários só estão a empregar, a reforçar os quadros das suas empresas, porque têm projetos, porque têm investimentos e porque veem a possibilidade de crescer a partir de Portugal, quer para o mercado interno quer para a exportação”.

“Os dados de exportação foram também muito positivos neste 3.º trimestre e auguram uma retoma mais forte do crescimento do que a que estava a existir quando entrámos [no Governo]”, concluiu.

O INE informou na quarta-feira que as exportações aumentaram 6,6% e as importações subiram 1,9% em setembro deste ano face ao mesmo mês de 2015, tendo o défice da balança comercial recuado 172 milhões.

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