Em comunicado, a EDP adianta que “o investimento do grupo será realizado em empresas, já existentes e promissoras, com soluções sustentáveis para acesso à energia” e representa uma oportunidade para o grupo se tornar num “operador com relevância em mercados emergentes” na área do acesso à energia.

Para além deste investimento de 12 milhões de euros — a concretizar, prioritariamente, em países da África Oriental – junta-se a aplicação de um milhão de euros em atividades de responsabilidade social.

Segundo a empresa, “este investimento irá impactar 200 mil pessoas, essencialmente em países em desenvolvimento”.

A EDP justifica este investimento com a “nova estratégia definida para a área do acesso à energia (A2E) e num contexto de relevante mercado potencial nos países em desenvolvimento”.

Para além da “promoção de energia sustentável para todos”, o projeto representa para a elétrica portuguesa “a oportunidade de se tornar num operador A2E com relevância em mercados emergentes, com especial ênfase no mercado rural sem ligação às redes elétricas nacionais (‘off-grid’) com recurso a energias renováveis”.

“Em termos de geografias, a prioridade será África Oriental, pela maior estabilidade política, enquadramento regulatório e pela sua dinâmica de desenvolvimento económico”, explica.

Já o investimento em atividades de responsabilidade social “irá reforçar o compromisso da EDP para com a sustentabilidade, nomeadamente através da criação de um fundo filantrópico que terá como missão atenuar a exclusão elétrica em que ainda vivem mais de mil milhões de pessoas”.

Inicialmente criado na esfera da Fundação EDP, o A2E é hoje assumido pelo grupo como “uma atividade próxima do ‘core business'”, contando hoje com “uma equipa dedicada ao desenvolvimento de novos projetos e investimentos na geração descentralizada, distribuição e comercialização, envolvendo as diferentes geografias do grupo”.

Para além de refletir o compromisso do grupo para com as comunidades locais onde tem operações, o A2E surge também como um potenciador de “novas oportunidades de internacionalização em países que ainda mantêm parte significativa das suas populações rurais sem acesso à eletricidade”, lê-se no comunicado.

Desde 2009, o grupo EDP diz ter investido cerca de cinco milhões de euros em projetos A2E, “impactando diretamente 20.000 pessoas”: “Foram implementados projetos no Quénia Angola, Brasil, Guine´-Bissau e Benim e também executados projetos de consultoria em São Tomé e Príncipe, Myanmar, Peru, México, Moçambique, Timor e Venezuela”, adianta.

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