"A taxa de desemprego em 2022 deverá descer para 6,5%, atingindo o valor mais baixo desde 2003", pode ler-se no 'site' do Governo dedicado ao OE2022.

Os dados do desemprego para 2022 já tinham sido adiantados pelo Governo aos partidos em reuniões tidas na quarta-feira na Assembleia da República.

Em 2020, primeiro ano marcado pela pandemia de covid-19, a taxa de desemprego em Portugal foi de 7,0%.

Este ano, a taxa deverá baixar para os 6,8%, configurando uma revisão em baixa face ao projetado no Programa de Estabilidade (PE), que apontava para uma taxa de 7,3% em este ano (e 6,7% em 2022).

"Ao nível do mercado de trabalho, estima-se que o emprego cresça 1,8% e 0,8% em 2021 e 2022, respetivamente, resultando na diminuição da taxa de desemprego para 6,8% em 2021 e para 6,5% em 2022", pode ler-se no relatório.

Assim, o Governo prevê "um valor ligeiramente inferior ao verificado no período pré-pandémico (2019)" para a taxa de desemprego.

Das restantes entidades que fazem projeções relativas à economia portuguesa, a mais otimista para este ano é o Banco de Portugal, que espera uma taxa de 6,8%, tal como o Governo.

O Conselho das Finanças Públicas aponta a uma taxa de 7,3% e a OCDE de 7,4%, e a entidade mais pessimista é o Fundo Monetário Internacional (FMI), que em abril apontou para 7,7%.

Quanto a 2022, o CFP apontou, em setembro, para uma taxa de desemprego de 6,9%, a OCDE (maio) para 7,0% e o FMI (abril) para 7,3%.

O Governo entregou na segunda-feira à noite, na Assembleia da República, a proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE22), que prevê que a economia portuguesa cresça 4,8% em 2021 e 5,5% em 2022.

No documento, o executivo estima que o défice das contas públicas nacionais deverá ficar nos 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 e descer para os 3,2% em 2022.

A dívida pública deverá atingir os 122,8% do PIB em 2022, face à estimativa de 126,9% para este ano.

O primeiro processo de debate parlamentar do OE2022 decorre entre 22 e 27 de outubro, dia em que será feita a votação, na generalidade. A votação final global está agendada para 25 de novembro, na Assembleia da República, em Lisboa.

O ministro das Finanças, João Leão, apresenta a proposta orçamental hoje, às 09:00, em conferência de imprensa, em Lisboa.

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