“Os vila-realenses disseram claramente que concordam com a estratégia que temos seguido. Sabemos que há questões que temos que aperfeiçoar, mas, de uma forma geral, consolidaremos o trabalho já realizado e começaremos a ver os frutos reais de vários investimentos em curso”, afirmou, em comunicado, o presidente do município, o socialista Rui Santos.

Nas últimas eleições autárquicas, o PS reforçou o número de votos, elegendo sete mandatos contra os dois conquistados pelo PSD.

O orçamento para 2018 tem um valor global de 38,7 milhões de euros, representando um “aumento significativo” em relação ao orçamento inicial de 2017 (30 milhões de euros).

Segundo Rui Santos, o ano de 2018 “ficará marcado por obras concretas e importantes para o futuro”, como a requalificação da Escola de São Pedro, uma intervenção há muito reivindicada e que representa um investimento total de 4,2 milhões, apoiado por fundos comunitários e cuja comparticipação nacional será repartida entre o município e o Ministério da Educação.

No próximo ano será ainda lançado o Pavilhão de Acolhimento Empresarial, a construir na zona do Regia Douro Park e que servirá para acolher empresas que se queiram instalar na cidade.

Este projeto representa um investimento de 1,3 milhões de euros.

O autarca destacou ainda a continuação das obras de alargamento do saneamento básico e a requalificação urbana prevista no Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), que prevê um investimento de 16 milhões de euros no concelho e no campus da universidade.

Para a construção dos documentos previsionais para 2018, foram ouvidas todas as juntas de freguesia, de forma a incluir no orçamento municipal algumas das suas pretensões para o próximo ano.

“Queremos manter uma estreita e profícua relação com as juntas de freguesia, já que representam o órgão de poder local mais próximo das populações”, afirmou Rui Santos.

Os dois vereadores do PSD abstiveram-se na aprovação, em sede de reunião de executivo. O orçamento e grandes opções do plano vão a votação na assembleia municipal no dia 18.

O vereador da oposição António Carvalho justificou a abstenção pelo facto do documento ter sido elaborado pelo PS e “não dizer nada” ao PSD.

Relativamente ao pacote fiscal para 2018, António Carvalho fez questão de referir que o PSD votou contra a manutenção do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) nos 0,395% e frisou que seu partido defende a redução para a taxa mínima de 0,3%.

Esta redução, acrescentou, tornaria Vila Real numa “cidade mais atrativa”.

Para os prédios urbanos (casas para habitação e terrenos para construção) os municípios têm liberdade para fixar a taxa de IMI entre 0,3% e 0,45%, enquanto no caso dos prédios rústicos (terrenos com fins agrícolas) a taxa aplicável é de 0,8%.

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