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A saída do Afeganistão

Pedro Soares Botelho
Pedro Soares Botelho

Os Estados Unidos não parecem ter planos para prolongar a presença no Afeganistão para lá de 31 de agosto. Os talibãs também já avisaram que esse é o prazo para a saída das forças norte-americanas. A questão, assim posta, parece simples — mas não é.

Inquieta, a União Europeia (UE) solicitou hoje aos Estados Unidos que garantam a segurança do aeroporto internacional de Cabul “tanto tempo quanto for necessário” para completar a complexa operação de evacuação de cidadãos estrangeiros e afegãos que desejam sair do Afeganistão.

O apelo da UE foi feito durante a videoconferência de líderes do G7 e revelado pelo presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, numa conferência de imprensa conjunta com a presidente da Comissão Europeia, em Bruxelas, depois de ambos terem participado na reunião virtual organizada pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e que contou com a participação do presidente norte-americano, Joe Biden.

Reiterando que a grande prioridade neste momento é garantir “a retirada segura dos cidadãos da coligação, pessoal e famílias” e garantindo que “a UE e os seus Estados-membros não estão a poupar esforços” para retirar os cidadãos comunitários e os afegãos que trabalharam com as delegações ocidentais, Charles Michel apontou que os líderes europeus abordaram esta questão com os seus “amigos norte-americanos”, começando por sublinhar a importância de “garantir a segurança do aeroporto por tanto tempo quanto for necessário”.

Segundo Charles Michel, a UE apontou também a importância de assegurar “um acesso justo e equitativo ao aeroporto a todos os cidadãos que têm direito a ser retirados”.

Questionado sobre a reação de Biden, o dirigente belga disse não querer responder em nome do presidente norte-americano, apontando apenas que “vários líderes europeus” do G7 expressaram inquietação com a data-limite de 31 de agosto para o fim da operação militar da coligação liderada pelos Estados Unidos no Afeganistão, e que atualmente já só se resume ao aeroporto de Cabul, cidade ocupada pelos talibãs há duas semanas.

Segundo Charles Michel, os chefes de Estado e de governo da UE com quem tem estado em “contacto próximo” disseram-lhe que consideram importante prolongar esta data para a saída das forças da coligação de Cabul, mas, “em qualquer caso, o fundamental é garantir a livre passagem” até ao aeroporto de todos aqueles que desejem deixar o Afeganistão.

“Exortamos as novas autoridades afegãs a autorizar a livre passagem a todos os cidadãos estrangeiros e afegãos que desejem chegar ao aeroporto”, disse, reiterando um apelo já deixado pelos chefes de diplomacia dos 27.

Os EUA retiraram 37.000 pessoas do Afeganistão desde 14 de agosto, número que ascende a 42.000 desde o final de julho, enquanto o Reino Unido transportou 6.600 desde a véspera da tomada de Cabul.

No terreno, milhares de afegãos mantêm a esperança de poderem fugir ao extremismo dos talibãs, que se têm esforçado por dar uma imagem mais suave de si próprios, face às recordações da violência que caracterizou o seu primeiro governo (1996-2001).

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