"Fechámos acordo com uma distribuidora internacional, a Rushlake Media [com sede em Colónia, Alemanha], e espero que o filme comece agora a passar em canais de televisão, embora estejamos ainda a meio do circuito de festivais onde o filme irá passar", afirmou Sara Gouveia.

"Esta é a minha primeira longa-metragem, eu já tinha feito um outro filme, o ‘Mama Goema: The Cape Town Beats in Five Movements', de 55 minutos, totalmente filmado na Cidade do Cabo", explicou a realizadora.

Sara Gouveia considerou que "The Sound of Masks" é a "primeira experiência" no formato documental, que aconteceu depois de visitar Moçambique, no âmbito de vários projetos no campo da fotografia e televisão.

"Em termos de anos de trabalho no filme, embora não tenha estado totalmente dedicada a ele porque estou sempre a trabalhar noutros projetos, desde o desenvolvimento até à sua finalização, deve ser há volta de uns cinco anos", referiu.

O filme-documentário, que estreou no ano passado no Festival Internacional de Cinema Documental de Amesterdão (IDFA, sigla em inglês), encontra-se traduzido para português como "Dança das Máscaras", é falado em português com passagens em língua maconde, falada em Moçambique, e legendado em Inglês.

O filme retrata as tradições culturais em torno da dança ‘mapiko' (uma manifestação artística do povo maconde, que habita o norte de Moçambique e o sul da vizinha Tanzânia) como um ato de "resistência política".

Segundo a realizadora, a narrativa desenvolve-se em torno de um personagem central, Atanásio Nyusi, contador de histórias e dançarino moçambicano de ‘mapiko’.

"É um retrato do Atanásio através do seu trabalho em que acaba por nos levar por uma viagem pela história moçambicana mais recente, desde o fim do colonialismo, a independência, a guerra civil, pequenos capítulos da história do país que servem de contexto tanto ao sítio como às danças em si e àquilo que as máscaras representam", salientou.

Natural de Almada, Portugal, Sara Gouveia emigrou para Inglaterra em 1999 para estudar na Universidade de Bolton, onde se licenciou em "Visual Arts", radicando-se depois na Cidade do Cabo, a segunda maior cidade da África do Sul. Aqui acabou por abraçar a produção de televisão e de cinema, desde 2008, após um estágio de mestrado em fotojornalismo e fotografia documental na China.

Este ano, o filme vai estar em exibição na capital moçambicana, Maputo, no próximo mês de outubro depois de ser exibido, pela segunda vez, no Festival de Cinema de Nova Iorque, em setembro, avançou à Lusa Sara Gouveia.

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