Em causa está o equipamento cultural daquele município do distrito de Aveiro que, após a extinção da antiga Fundação Navegar, em 2012, vinha sendo gerido pela ADCE - Associação de Desenvolvimento do Concelho de Espinho, que assumiu a responsabilidade pelos recursos físicos e humanos da estrutura na condição de receber para o efeito cerca de 250.000 euros anuais em apoios da Câmara Municipal.

A associação deixou, contudo, de poder fazer face às despesas, após o que a autarquia assumiu a gestão do espaço, absorvendo o respetivo quadro de pessoal ao abrigo do interesse público, redefinindo-lhe a estratégia de programação e focando-se, para já, na retoma da exibição regular de filmes e na calendarização de datas próprias para uso do auditório e de outras valência da casa por entidades locais com atividade de âmbito cultural.

"Dadas as restrições sanitárias desta altura, o planetário ainda não é uma opção recomendável para escolas e, por isso, a prioridade é o cinema, que volta a ter exibições diárias a um preço simbólico que, nesta fase, é de quatro euros e meio ou cinco euros, e inclui “a oferta de um café e um doce a cada espectador", diz à Lusa o vice-presidente da Câmara de Espinho, Vicente Pinto.

Já com o devido distanciamento entre lugares, a sala tem capacidade para 100 a 120 pessoas e apresentará um filme do circuito comercial por semana, com sessões de terça-feira a domingo, às 16:30, e com projeções adicionais de quinta-feira a domingo, às 21:30.

À quarta-feira à noite, diferentes valências do Multimeios estarão ainda disponíveis para a realização de eventos promovidos por coletividades e outras instituições de Espinho, abrindo-se assim o edifício a iniciativas como espetáculos, congressos, conferências, formação, etc.

"Apostámos nesta abertura à comunidade porque recebemos muitas solicitações para eventos e congressos. Tanto à quarta-feira como num domingo por mês, vamos ceder gratuitamente o espaço às associações que aí queiram realizar as suas iniciativas", declara Vicente Pinto.

Já aos domingos, uma vez por mês, o foco será em atividades para famílias e grupos escolares, precisamente porque, no atual contexto epidemiológico, esse tipo de iniciativa coletiva "tem sofrido muitas restrições e obriga a criar propostas diferentes".

A nova estratégia de programação para o equipamento ainda está, no entanto, a ser ultimada, com o vice-presidente da autarquia a prometer "novidades em breve", previsivelmente dentro de dois meses.

Certo é já que, em novembro, o Multimeios voltará a acolher uma nova edição do Cinanima - Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho, cuja organização é da competência da Cooperativa Nascente.

"Quanto ao que é responsabilidade da Câmara, o que podemos garantir é que a gestão municipal do Centro Multimeios não nos vai custar mais do que custava antes. Com algum ajuste, pode até vir a ficar mais barata ao município, sem prejuízo algum da sua oferta de atividades - até porque o que estamos a preparar é uma forma de dignificar o espaço e de colocar o Multimeios no mapa dos grandes equipamentos culturais do país", conclui

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