Os 40 anos da vida literária de Lídia Jorge celebram-se com a 4ª Edição da Capital da Leitura, em Alvalade, onde a escritora reside.

De 21 a 26 de Setembro a escritora de "Os Memoráveis" e "O Dia dos Prodígios" vai ser homenageada. Com a curadoria do jornalista e editor Carlos Vaz Marques, a Alvalade Capital da Leitura vai acontecer em vários espaços da freguesia, como a Biblioteca Nacional de Portugal, e conta com momentos de leitura de poesia, interpretação musical, (com fado à mistura), com a inauguração de um mural, tertúlias, debates e cinema - tudo em torno da obra de Lídia Jorge.

O evento acontece cerca de um mês depois da atribuição do Prémio da Feira Internacional do Livro de Guadalajara de Literatura em Línguas Românicas a Lídia Jorge, que sucede a António Lobo Antunes, vencedor em 2008.

Um dos pontos altos desta edição da Alvalade Capital da Leitura é o colóquio na Biblioteca Nacional, já esta segunda-feira, às 10h00, que parte do tema “As Inquietações de Janus – rostos antológicos e sociais na obra de Lídia Jorge” e que conta com as participação de Carlos Reis, Fernando Pinto do Amaral, Guilherme d’Oliveira Martins (que escreveu o prefácio do livro "Os Memoráveis", de Lídia), Isabel Pires de Lima, António Carlos Cortez (que acaba de vencer o Prémio Ruy Belo), Pierre Léglise Costa, Maria Graciete Besse, José Cândido Oliveira Martins, Isabel Cristina Rodrigues, entre outros.

Na quarta-feira, dia 23, tem lugar a conferência “A Voz Feminina: Literatura e Identidade de Género”, na qual participam as escritoras Isabel Rio Novo, Filipa Leal e Ana Luísa Amaral, moderadas por Pilar del Rio. A conversa decorre no Centro Cívico Edmundo Pedro, a partir das 21h30.

Meia hora antes, por volta das 21h00, no mesmo local, faz-se silêncio para se ouvir falar de fados e das letras de Lídia Jorge que foram adaptadas ao fado, que ali serão cantados pela fadista Mísia. Para além disso, haverá um recital a quatro mãos interpretado por Mariana Soares e Manuela Fonseca.

É necessária inscrição prévia através do email cultura@jf-alvalade.pt

Lídia Jorge, nascida há 74 anos em Boliqueime, no Algarve, tem mais de 30 títulos publicados. O seu mais recente romance, "Estuário" (2018), recebeu o XXIV Grande Prémio de Literatura DST e foi finalista, em França, do Prémio Médicis 2019.

Nesse ano publicou a sua primeira obra de poesia, "O Livro das Tréguas", e, já este ano, o seu primeiro livro de crónicas - "Em Todos os Sentidos".

Aos seus livros têm sido atribuído prémios como o Prémio Vergílio Ferreira de 2015 e o Grande Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores.

Lá fora, venceu a primeira edição do prestigiado prémio ALBATROS da Fundação Günter Grass, em 2006 e, um ano depois, o Grande Prémio Luso-Espanhol de Cultura.

Este mês chegou às livrarias uma das novidades editoriais da Porto Editora, "Pensar o Futuro - Portugal e o mundo depois da Covid-19", em que Lídia Jorge é a única mulher no conjunto de 14 personalidades portuguesas. As vendas dessa obra revertem para a associação Casa, de apoio a pessoas em situação de sem-abrigo.

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