“Lamento a morte do ex-Presidente Fernando de la Rúa. O seu percurso democrático merece o reconhecimento de todos os argentinos. Os nossos pensamentos estão com a família neste momento”, afirmou Maurício Macri na rede social Twitter.

De la Rua, Presidente da Argentina entre 1999 e 2001, morreu aos 81 anos, depois de ter sido hospitalizado em “estado muito delicado” no Instituto Flenino, na cidade de Escobar, de acordo com fontes familiares.

O ex-chefe de Estado, que foi forçado a demitir-se durante a maior crise económica, política e social da história contemporânea da Argentina, já tinha sido internado este ano em estado grave por problemas cardiorrespiratórios que agravaram doenças cardiovasculares já existentes.

Os problemas cardíacos de Fernando de la Rua já eram conhecidos, já que, em 2018, foi submetido a uma angioplastia depois de um enfarte do miocárdio e, em 2014, a uma outra por obstrução das artérias.

Nascido em Córdoba em 15 de novembro de 1937, de la Rúa licenciou-se em Direito aos 21 anos e assumiu o cargo de senador pela União Cívica Radical em 1973.

Nesse mesmo ano foi candidato à vice-presidência da República, mas foi derrotado por Juan Domingo Perón.

O antigo Presidente foi deputado até 1976, quando um golpe de Estado liderado por militares desencadeou a última ditadura argentina, que se prolongou até 1983.

A sua carreira chegou ao ponto mais alto dos cargos da nação em 10 de dezembro de 1999, quando foi eleito Presidente do país, depois de Carlos Menem (1989-1999) para um mandato de quatro anos.

No entanto, no final de 2001, de la Rúa acabou por renunciar no meio de uma crise financeira que provocou revoltas nas ruas e levou o então Presidente a abandonar a Casa do Governo de helicóptero, numa imagem que deu a volta ao mundo.