“Assange está disposto a vir aos Estados Unidos desde que os seus direitos estejam garantidos”, lê-se numa mensagem colocada na conta na rede social Twitter do Wikileaks depois de o Presidente norte-americano, Barack Obama, ter comutado a pena de Chelsea Manning, condenada a 35 anos de prisão em 2013 por ter entregado 700.000 ficheiros ao Wikileaks.

Julian Assange está refugiado desde junho de 2012 na embaixada do Equador em Londres para impedir o cumprimento de um mandado de detenção emitido pela Suécia, onde foi acusado de agressão sexual, e uma possível extradição para os Estados Unidos, que o querem julgar por ter divulgado centenas de milhares de documentos classificados.

A 12 de janeiro, Assange fez saber, também através da conta da organização no Twitter, que se Obama perdoasse Manning, aceitaria a extradição para os Estados Unidos, apesar da flagrante inconstitucionalidade” do Departamento de Justiça norte-americano.

Hoje, após o anúncio da comutação da pena de Manning, Assange divulgou uma declaração congratulando-se com o desfecho, na qual elogia “a coragem e determinação” de Manning, mas não faz referência à promessa que fez na semana passada.

Uma das advogadas de Assange, Melinda Taylor, disse na terça-feira que o cliente tentou, sem êxito, confirmar o seu estatuto legal nos Estados Unidos, que manifestaram intenção de o julgar mas não tornaram públicas quaisquer acusações formais.

“Os advogados de Julian nos EUA pediram repetidamente ao Departamento de Justiça para clarificar o estatuto de Julian Assange e gostavam que o fizesse anunciando o arquivamento da investigação”, disse.

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