O homem, gravemente ferido na sequência de tiros dos militares que tinha atacado, começou a falar na segunda-feira aos investigadores encarregados do seu caso, tendo na altura negado que esta fosse a sua identidade.

“Na sequência de verificações, já não restam dúvidas sobre a sua identidade”, afirmaram à France-Presse fontes ligadas às investigações.

O estado de saúde do agressor agravou-se acentuadamente na terça-feira.

Aos investigadores, Abdallah El-Hamahmy explicou que não queria atacar os militares e sim lançar uma ação fortemente simbólica contra a França, vandalizando obras do Museu do Louvre, o mais frequentado do mundo, com bombas de tinta que foram encontradas na sua mochila.

A versão apresentada é totalmente contraditória com a sua ação na manhã de sexta-feira, quando se lançou contra um patrulha de militares com uma catana de 40 centímetros de lâmina em cada mão, enquanto gritava “Allah u Akbar” (Deus é Grande, em árabe). Um dos soldados ficou ligeiramente ferido.

A investigação está agora centrada no passado e nas motivações de um homem aparentemente sem ligações terroristas, licenciado em Direito e quadro comercial numa empresa dos Emirados Árabes Unidos.

Abdallah El-Hamahmy entrou legalmente em França a 26 de janeiro, proveniente do Dubai. Até ao momento ninguém reivindicou o ataque e no apartamento que o egípcio alugou em Paris não foram encontrados quaisquer elementos de ligação a grupos ‘jihadistas’.

A procuradoria de Paris levantou processo pelos crimes de tentativa de assassínio relacionado com ação terrorista e associação criminosa terrorista.

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