O presidente da assembleia geral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cuba, José Roque, indicou à agência Lusa que, no seguimento da assembleia geral que decorreu na sexta-feira à noite para debater este problema, foi encontrada uma "solução temporária", que "garante o funcionamento normal da corporação" a partir de hoje.

Segundo José Roque, ficou decidido que "um grupo de pessoas vai gerir os destinos da associação" até ao fim deste mês, acrescentando que vão ser marcadas, para o início de junho, eleições para os corpos gerentes da corporação.

"As coisas voltaram à normalidade", adiantou José Roque, referindo que a associação estava a ser gerida por uma comissão de gestão, por não terem aparecido listas a sufrágio em anteriores assembleias gerais.

Os Bombeiros de Cuba deixaram de prestar socorro à população à noite, desde quarta-feira, situação que estava também prevista para os fins de semana, alegando falta de pessoal, tendo o comando distrital garantido a cobertura por corporações vizinhas.

A suspensão da prestação de serviços à noite e aos fins de semana por parte dos operacionais dos Bombeiros Voluntários de Cuba foi anunciada, na quarta-feira, através de comunicado publicado na página da corporação numa rede social.

O comunicado, assinado pelo comandante dos bombeiros, José Galinha, critica os órgãos dirigentes da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários, acusando-os de terem tido uma "ação" que se tem "vindo a degradar", o que coloca "em causa a manutenção da atividade" dos operacionais.

Na mesma nota, é informado que, desde as 20:00 da última quarta-feira, os bombeiros deixavam de dispor "de recursos para atender a quaisquer solicitações" que lhes fossem "endereçadas durante o período noturno e fim de semana", porque "parte do corpo ativo" manifestou "a sua indisponibilidade" para o serviço e "os elementos restantes são insuficientes para cumprir as escalas de serviço".

A Lusa procurou hoje obter declarações do comandante dos bombeiros, José Galinha, mas o responsável esteve incontactável por telefone.