Barnier, que falava em Lisboa num debate com o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, sobre a saída do Reino Unido da UE, respondia a uma pergunta da audiência sobre se, em face das divergências dentro do próprio governo britânico, o ‘Brexit’ é reversível.

“Não vou fazer comentários sobre a situação política britânica. [Mas] Tudo é possível até ao dia em que saem”, disse o responsável europeu.

“A 30 de março próximo, às 00:00, 23:00 no Big Ben, eles saem. E, ao mesmo tempo, saem de 750 acordos internacionais e de todas as agências europeias. É automático, mecânico, jurídico”, prosseguiu.

“Até lá, pode haver mudanças”, admitiu.

Michel Barnier repetiu que “lamenta” a decisão tomada pelos britânicos em referendo de abandonar a UE e afirmando-se aberto a todos os desenvolvimentos ao processo negocial, mas frisou que a decisão não é sua, apenas, mas de todos os 27.

“No processo de negociação que conduzo, qualquer mudança, de objetivo ou de processo, tem de ser acordada a 27+1”, disse.

“Até ao momento da carta de [a primeira-ministra britânica] Theresa May, em março passado, o processo era unilateral: os britânicos votam, decidem sair da União. A partir do momento em que recebemos a carta, é um processo coletivo”, explicou, referindo-se à carta britânica pedindo a ativação do processo de saída da UE.

Michel Barnier está desde quinta-feira em Lisboa, no âmbito de uma ação diplomática que, explicou, o leva a cada semana a um Estado-membro diferente para explicar “as negociações do ‘Brexit’.

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