O CEO do Credit Suisse apresentou a demissão do cargo que ocupava há cinco anos na sequência das notícias vindas a público que dão conta que dois funcionários de topo do banco foram seguidos por detectives e mantidos sob vigilância,  Tidjane Thiam, de 57 anos, deixará o lugar de CEO do Credit Suisse a 14 de fevereiro, após a divulgação dos resultados anuais do banco, anunciou hoje a empresa num comunicado.

O ainda CEO disse não ter conhecimento dos atos que vieram a público e que terão sido ordenados pelo ex- COO (Chief Operating Officer) do banco, Pierre-Olivier Bouée, que fazia parte da sua equipa de gestão. Em setembro de 2019, foi notícia que Bouée terá contratado detectives privados para seguir Iqbal Khan, ex-diretor de Gestão Internacional de Fortunas do banco, colocado sob vigilância depois da sua saída inesperada do grupo para trabalhar no concorrente UBS.

Em dezembro, o banco admitiu um segundo caso de espionagem, que teve como alvo o ex-diretor de Recursos Humanos, e, no fim de semana passado, o jornal Sonntags Zeitungg revelou que a organização ecologista Greenpeace também foi espiada.

Em comunicado divulgado hoje, Thiam afirmou que "não tinha conhecimento" da vigilância aos dois ex-colegas. "Sem dúvida que perturbou o Credit Suisse e causou ansiedade e sofrimento. Lamento que tenha acontecido e nunca deveria ter sido possível".

Thiam, franco-marfinense, assumiu o comando do banco em 2015, depois de trabalhar na seguradora britânica Prudential. Ao assumir o cargo, Thiam deu início a um vasto plano para reforçar a gestão de fortunas e reajustar o banco de investimentos.

Thiam será agora substituído por Thomas Gottstein, que comanda atualmente as atividades do banco no mercado suíço e é funcionário do grupo desde 1999.

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