“Deveria haver uma instituição, um órgão ou um departamento que se dedicasse por inteiro ao desenvolvimento curricular e, de maneira periódica, apreciasse todos os programas de todas as disciplinas, de todos os anos e pudesse adequar aos avanços da ciência, às mudanças sociais e às dificuldades reveladas pelos alunos”, defendeu Maria Emília Brederote Santos à agência Lusa, no âmbito do relatório Estado da Educação 2017, hoje divulgado.

Esta é uma das recomendações que a presidente destaca depois de uma avaliação ao Estado da Educação pelo CNE.

“Sei que há a ideia de que os programas estão sempre a mudar, mas não é bem verdade. Alguns programas de algumas disciplinas mudam de acordo com as orientações pedagógicas e políticas, mas a maior parte deles até estão demasiado parados. Por isso é que eu acho que deveria haver essa profissionalização curricular”, explicou Maria Emília Brederote Santos.

O relatório do CNE apresenta, pela primeira vez, uma análise da evolução da educação nos últimos 40 anos, revelando as melhorias alcançadas nas últimas décadas, que aproximaram Portugal dos restantes países europeus e das metas definidas pela União Europeia para 2020.

“Fizemos um progresso enorme e estamos bastante próximos dessas metas embora não estejamos lá ainda”, salienta a presidente do CNE.

Também pela primeira vez, os investigadores do CNE elencaram as medidas de equidade lançadas nas escolas nos últimos anos e, sobre este assunto, a presidente considera que seria útil “fazer um estudo mais sistemático dessas medidas”.

O relatório salienta ainda o envelhecimento do pessoal docente e a redução na procura de cursos de formação de professores, o que leva a presidente do CNE a defender a necessidade de “divulgar rapidamente um estudo das necessidades de novos professores” tendo em conta a necessidade das escolas.

No mesmo sentido, o CNE sugere a realização de um estudo que permita planear e responder às necessidades de técnicos e pessoal não docente das escolas.

O material informático nas escolas também foi alvo de um levantamento por parte do CNE que percebeu que vindo a aumentar o número médio de alunos por computador nos últimos três anos.

Nesse sentido, a presidente do CNE considera que também seria recomendável “um estudo rigoroso da situação de apetrechamento tecnológico das escolas, da sua ligação à internet e das necessidades quer de equipamentos, quer de formação e apoios técnicos”.

Porque o seu tempo é precioso.

Subscreva a newsletter do SAPO 24.

Porque as notícias não escolhem hora.

Ative as notificações do SAPO 24.

Saiba sempre do que se fala.

Siga o SAPO 24 nas redes sociais. Use a #SAPO24 nas suas publicações.