Além dos sociais-democratas, votaram contra os deputados do CDS-PP, Aliança (AL), PAN, MPT e Chega (CH), mas a recomendação dos bloquistas para “que a Câmara Municipal de Lisboa reavalie a decisão de concentrar os centros de vacinação na FIL [Feira Internacional de Lisboa], retomando, o mais rapidamente possível, o anterior modelo de descentralização dos centros de vacinação pela cidade" foi aprovada com a abstenção da Iniciativa Liberal (IL) e os votos a favor de BE, PS, PCP, PEV, Livre (L) e os dois deputados independentes do movimento Cidadãos por Lisboa (eleitos pela coligação PS/Livre), Miguel Graça e Daniela Serralha.

A iniciativa do BE determina também que o executivo camarário presidido pelo social-democrata Carlos Moedas, informe a Assembleia Municipal sobre “qual o custo do centro de vacinação centralizado da FIL”, recomendação que foi aprovada com os votos contra do CDS-PP, a abstenção de PSD, PAN, MPT, AL e CH e os votos a favor de BE, PS, L, PEV, PCP, IL e os dois deputados independentes.

O deputado municipal do BE Vasco Barata defendeu que o modelo descentralizado de vacinação “trazia maior conforto às pessoas”, criticando a opção de centralizar o processo de inoculação contra a covid-19 no pavilhão 4 da FIL, assim como a “trapalhada” do presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, no anúncio do funcionamento dos centros de testagem: “há uma diferença entre visitar a ‘Wonderland’ e viver na ‘Wonderland’”.

Da parte do PSD, Carlos Reis lamentou a recomendação do BE e afirmou que “não se pode fazer política partidária com a saúde dos lisboetas”, lembrando que os sociais-democratas apoiaram sempre as medidas do anterior executivo, liderado pelo socialista Fernando Medina, para combater a pandemia.

“Agora que vencemos as eleições, exigimos de vocês o mesmo tratamento”, disse o social-democrata, defendendo que é preciso “colocar as pessoas em primeiro lugar” e lembrando que a decisão de fechar centros de vacinação foi motivada pela necessidade de devolver os espaços às entidades que os cederam e de encontrar “maior conforto” no período de inverno.

Apoiando a iniciativa do BE, o deputado do PS Hugo Gaspar partilhou as inquietações pela reposição dos centros de vacinação descentralização e disse que continua a ser “uma incógnita porque é que se decidiu alterar um processo de vacinação que funcionou bem em quatro locais dispersos pela cidade, sendo que há agora apenas dois nos seus extremos”, referindo-se ao da FIL, no Parque das Nações, e ao da Ajuda.

“É inegável que a dispersão de locais para a vacinação era mais confortável para as pessoas, bem como mais segura, porque evitava a acumulação e as filas que invariavelmente temos vindo a observar”, defendeu o socialista, dando como exemplo que hoje um habitante de Benfica tem de percorrer 18 quilómetros para ser vacinado.

Sobre a capacidade de vacinação, Hugo Gaspar referiu que em julho havia recursos para vacinar 11 mil pessoas por dia e a disponibilidade hoje é de seis mil pessoas por dia, solicitando informação da Câmara de Lisboa sobre o custo do centro de vacinação na FIL e o custo associado ao transporte de utentes.

O presidente da Junta de Freguesia do Parque das Nações, Carlos Ardisson (CDS-PP), assegurou que o espaço do centro de vacinação na FIL “custa zero”, realçando as condições que oferece, nomeadamente bons acessos e estacionamento gratuito, e o serviço de táxi gratuito, assim como a disponibilização gratuita de bilhete de ida e volta no Metropolitano de Lisboa.

Neste momento, o concelho de Lisboa dispõe de dois centros de vacinação, um na Ajuda e o novo na FIL (desde 01 de dezembro). Para facilitar a deslocação aos centros de vacinação, a Câmara de Lisboa assegura o transporte em táxi para os utentes que vivem na capital, apoio que é totalmente gratuito e que pode ser solicitado através do telefone 21 817 2021.

No âmbito da abertura do pavilhão na FIL, a Câmara de Lisboa encerrou três centros de vacinação, designadamente Picadeiro (Príncipe Real), Serviços Sociais da Câmara Municipal de Lisboa (Areeiro) e Pavilhão 3 do Estádio Universitário de Lisboa, porque estes espaços que o município dispunha para a vacinação “não podiam continuar” a ser cedidos pelas entidades proprietárias.

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), afirmou que o novo centro no pavilhão 4 da FIL vai permitir duplicar a capacidade de vacinação na cidade: “Tínhamos quatro centros a funcionar, com uma capacidade para 3.000 utentes por dia. Neste momento, vamos ter seis mil utentes aqui, mais 1.000 na Ajuda, portanto a capacidade é completamente diferente”.

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