Plenário é uma iniciativa pensada para alargar o debate nas legislativas de 6 de outubro a quem tenha ideias para apresentar para uma melhor governação do país. Há muito para discutir antes da ida as urnas e é por isso que queremos começar já a pensar o país que vamos ter (e ser) nos próximos quatro anos — e contamos com o seu contributo. Assim, lançámos o desafio, em forma de pergunta: Se fosse primeiro-ministro ou primeira-ministra nos próximos quatro anos, qual era o problema que resolvia primeiro? Ou, perguntando de outra forma: qual seria a sua prioridade para o país?

Diogo Freitas, de Lisboa, juntou-se ao Plenário, leia aqui o seu contributo na íntegra:

Precisamos de um país mais consciente da imagem que transmite ao mundo e, em particular, à Europa. É neste espaço geográfico que Portugal precisa de fortalecer-se e fazer-se ouvir melhor. Necessitamos de quebrar as barreiras que impomos a nós próprios, o típico complexo de inferioridade, a desadequação na maneira e forma como tratamos as mesmas questões no plano nacional e no plano europeu. Literalmente, é imperioso limar arestas, polirmos a imagem do país, sem receio de perdermos a nossa identidade, isso não é sequer um risco, a nossa cultura é milenar, nós podemos ser a Califórnia da Europa ou a Califórnia pode ser o Portugal dos EUA.

Não podemos continuar reféns, mormente o Governo, das grandes corporações que atuam em Portugal, que não raramente são tributadas fora de Portugal apesar de terem capitais e mão de obra portuguesas, lesando assim os interesses nacionais em milhões e condicionando o poder executivo a não alavancar o salário mínimo nacional para padrões semelhantes aos praticados na Europa, ou mesmo na Espanha.

Estreitar os laços diplomáticos e económicos com os EUA, um mercado com um potencial gigantesco, sedento de Portugal, mas do qual o nosso país, por timidez ou falta de visão, acanha-se e esconde-se — um pouco como faz na sua relação com a vizinha Espanha, onde assume uma posição passiva e coíbe-se de ser um verdadeiro player. Devemos incrementar substancialmente as ligações aéreas ao mercado norte-americano, tornando Lisboa num hub para os passageiros e interesses de e para aquele mercado, aproveitando desta forma a posição geográfica privilegiada de Portugal nesse sentido.

O que acha desta ideia? Deixe a sua opinião nos comentários deste artigo. Desejamos uma discussão construtiva, por isso todos os comentários devem respeitar as regras de comunidade do SAPO24, que pode ler aqui.


Queremos também o seu contributo para pensar o país. As legislativas acontecem a 6 de outubro, mas a discussão sobre o país que queremos ter (e ser) nos próximos quatro anos começa muito antes da ida às urnas. É esse o debate que o SAPO 24 quer trazer — e contamos consigo.

Saiba como participar aqui. Veja os contributos dos nossos convidados e leitores em 24.sapo.pt/plenario e, claro, junte-se ao debate. 

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