“Ganhe ou não ganhe, o ter chegado até aqui é de facto um grande sinal. Muito bom não só para Portugal, como muito bom para a própria zona Euro. O pior que podia acontecer, e esteve quase a acontecer à zona euro, foi uma certa colagem entre pertencer à zona euro e ter de ter uma agenda neoliberal e de austeridade”, referiu o eurodeputado, que hoje participou numa reunião do Partido Socialista Europeu (PSE), a decorrer até sábado em Lisboa.

O Eurogrupo, fórum informal de ministros das Finanças da zona euro, prepara-se para eleger, na próxima segunda-feira, o terceiro presidente da história, tendo quatro ministros apresentado as suas candidaturas.

O ministro das Finanças português, Mário Centeno, é um dos candidatos.

De acordo com o Conselho Europeu, a corrida à presidência do Eurogrupo terá outros três candidatos: Pierre Gramegna (Luxemburgo), Peter Kazimir (Eslováquia) e Dana Reizniece-Ozola (Letónia).

“Há cerca de dois anos, éramos os patinhos feios da Europa. Estávamos em risco de ter um conjunto de procedimentos, havia quem anunciasse que o diabo vinha por aí e haveria mais uma intervenção da ‘troika’”, recordou o eurodeputado socialista.

Para Zorrinho, o país e Centeno mostraram que “há um caminho socialmente sensível, com sensibilidade social, respeitando as pessoas e os (seus) direitos para cumprir as metas orçamentais”.

Um caminho que, segundo frisou o eurodeputado, foi “de tal maneira valorizado que Centeno é hoje um dos favoritos a ganhar”.

“O que Portugal demonstrou é que é possível estar na zona euro, cumprir as regras na zona euro e não ter uma agenda neoliberal e de austeridade”, reforçou.

Sobre a candidatura de António Vitorino à liderança da Organização Mundial para as Migrações (OIM), conhecida também esta semana, o eurodeputado português afirmou acreditar nas grandes capacidades do ex-ministro socialista e ex-comissário europeu e considerou-a “muita boa para a reputação de Portugal”.

Mas também, acrescentou Zorrinho, muito boa para a União Europeia (UE).

“A UE precisa de uma política de migrações inteligente, equilibrada. Grande parte da raiz do protecionismo, do fechamento, do nacionalismo e do populismo está numa gestão menos conseguida da estratégia de gestão dos refugiados e dos migrantes”, concluiu.

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