Referindo-se à importância de "respeito mútuo e confiança” necessários entre os números 11 e 10 de Downing Street, onde se situam as respetivas residências oficiais, salientou a importância de uma "tensão criativa entre equipas”.

“Os assessores aconselham, os ministros decidem e os ministros decidem sobre os seus assessores. Não percebo porque é o que o Ministério das Finanças, tendo em conta o papel vital que desempenha, tenha de ser a exceção”, disse Javid, que se mantém como deputado, numa intervenção na Câmara dos Comuns.

Qualquer ministro ser capaz de dar opiniões francas ao chefe de governo, o que, acrescentou, "a providência proposta iria inibir significativamente e não seria no interesse nacional".

Javid apresentou a demissão a 13 de fevereiro durante uma remodelação governamental ao recusar como condição à recondução no cargo o despedimento dos seus assessores para ser formada uma equipa conjunta com o primeiro-ministro.

Analistas e jornalistas referiram a influência do principal conselheiro de Boris Johnson, Dominic Cummings, na estratégia, que já tinha despedido de forma sumária e sem aviso uma assessora de Javid, envolvendo inclusivamente escolta da polícia ao portão.

“Não pretendo entrar em detalhes nem falar de pessoas”, garantiu Javid, fazendo logo a seguir uma piada usando um jogo de palavras em que trocou “comings” [vindas] por Cummings.

Na origem do conflito estará a posição de Javid de manter algum controlo orçamental sobre a despesa pública, limitando alguns dos anúncios de investimento que o governo está a fazer em áreas como as infraestruturas e serviços públicos.

Embora mantenha o apoio a Boris Johnson, Javid disse continuar a defender "manter a despesa sob controlo, manter impostos baixos, eliminar desperdício” e que “a dívida deve ser mais baixa no final da legislatura”.

O sucessor foi Rishi Sunak, até então secretário de Estado das Finanças, que Javid elogiou, deixando no entanto, um recado: “Espero que possa exercer funções sem medo e imparcialmente”. .jpg

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