"Nos últimos anos, tanto Espanha como Portugal sofreram uma crise económica que afetou gravemente os nossos cidadãos. Hoje, as nossas economias retomaram a senda do crescimento e continuar a trabalhar no aprofundamento da relação económica bilateral é a melhor maneira de consolidar a recuperação, a criação de emprego e a sustentabilidade do modelo social que partilhamos", defendeu Filipe VI.

O chefe de Estado espanhol discursava na Assembleia da República numa sessão solene de boas-vindas por ocasião da visita de Estado de três dias a Portugal que hoje termina em Lisboa.

Qualificando os laços entre os dois países como "relações bilaterais sólidas" e "incomparáveis", o rei de Espanha afirmou que o "progresso mútuo em matéria económica assenta em números sem equivalente" de trocas comerciais.

Filipe VI destacou, entre os novos vínculos alcançados entre os dois países, o acordo de cooperação bilateral e a presença na "coligação internacional que luta contra a organização terrorista Daesh", numa referência ao grupo extremista que se autoproclama Estado Islâmico.

"A tranquilidade de portugueses e espanhóis deve muito ao trabalho ombro a ombro das nossas respetivas Forças Armadas, corpos de segurança e serviços de informações, na luta contra o terrorismo, a delinquência e a imigração ilegal", sustentou.

O rei de Espanha destacou também a "nobre tarefa" de dar a conhecer as respetivas línguas para a qual trabalham os institutos Camões, no caso português, e Cervantes, no caso espanhol, bem como iniciativas como a Mostra España e a Mostra Portuguesa ou o Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura.

"Como tive oportunidade assinalar na minha visita Portugal, apenas uns dias depois da minha proclamação como rei de Espanha, a semelhança dos nossos dois grandes idiomas constitui uma das bases fundamentais da nossa força e singularidade", afirmou.

"Graças a essa afinidade podemos reconhecer hoje a existência de um grande espaço linguístico composto por uma trintena de países de todos os continentes e por mais de 750 milhões de pessoas. Um espaço formidável, de alcance e projeção universal, que não devemos perder de vista no mundo crescentemente globalizado em que vivemos", sustentou.

Filipe VI concluiu que, "de cada vez que a língua espanhola e a língua portuguesa se fazem mais universais, mais universais se fazem Portugal e Espanha".

[Notícia atualizada às 13h09]

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