“A Ucrânia recuperou os corpos de 64 defensores heróicos de Azovstal para os enterrar condignamente”, disse em comunicado o Ministério da Reintegração ucraniano, responsável pelo território tomado pela Rússia.

Os últimos soldados ucranianos a combater em Mariupol, entrincheirados no enorme complexo industrial de Azovstal, junto ao mar de Azov, renderam-se às forças russas entre 16 e 20 de maio, após três meses de intensos combates.

O ministério ucraniano indicou que a troca se realizou na região de Zaporijia, no sul do país, mas não precisou quando exatamente, nem quantos cadáveres de soldados russos foram devolvidos.

Duas anteriores trocas entre Kiev e Moscovo envolvendo 210 soldados ucranianos mortos foram divulgadas no início deste mês.

O processo de recuperação dos restos mortais dos soldados ucranianos decorreu nos termos da Convenção de Genebra, precisou o Ministério da Reintegração ucraniano.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou já a fuga de mais de 15 milhões de pessoas de suas casas — mais de oito milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

A ONU confirmou que 4.432 civis morreram e 5.499 ficaram feridos na guerra, que hoje entrou no seu 111.º dia, sublinhando que os números reais poderão ser muito superiores e só serão conhecidos quando houver acesso a zonas cercadas ou sob intensos combates.

Não existe, até agora, um balanço global das vítimas civis do conflito; só na cidade portuária de Mariupol (sudeste), caída em maio após um cerco de quase três meses, as autoridades ucranianas estimaram cerca de 20.000 mortos.

No plano militar, fontes de segurança ocidentais referiram até agora entre 15.000 e 20.000 soldados russos mortos, e, segundo Kiev, as forças ucranianas estão a perder uma centena de soldados por dia – mas também não está disponível qualquer estatística independente.

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