As empresas em causa abrangem vários setores, desde a aviação aos jogos eletrónicos, ou da alimentação à hotelaria e à indústria do papel, em que figura a portuguesa Navigator.

A propósito das sanções, o Presidente russo, Vladimir Putin, lembrou que o país já está habituado, porque a antiga União Soviética “viveu o tempo todo sob as condições de sanções, desenvolveu-se e alcançou um sucesso tremendo”

“Estou certo de que ultrapassaremos estas dificuldades”, disse Putin.

A agência noticiosa russa TASS divulgou “informações básicas sobre o congelamento ou a suspensão das empresas estrangeiras” na Rússia, numa compilação que não inclui a banca ou a energia:

Aviação e automóveis

Os fabricantes Boeing, Airbus e Embraer suspenderam o fornecimento de peças sobressalentes para os seus aviões às companhias aéreas russas, a sua manutenção e apoio técnico. O centro de formação da Boeing em Skolkovo suspendeu temporariamente o trabalho.

O fabricante francês de aviões Dassault Systemes suspendeu novos projetos na Rússia e Bielorrússia.

Os fabricantes de automóveis Mercedes-Benz, BMW, e Volvo, bem como a MAN (camiões e autocarros), suspenderam as exportações e a produção local.

A Ford suspendeu as suas atividades.

A Suzuki, Honda, Mazda pararam o fornecimento de automóveis e motociclos.

A General Motors e a Scania estão a suspender as entregas de automóveis, e a Nissan a do ‘crossover’ Pathfinder.

O Grupo Volkswagen Rus interrompeu o envio de automóveis que já se encontram no país para concessionários russos. A produção de automóveis do Grupo Volkswagen na Rússia foi suspensa até nova ordem.

A Toyota suspendeu a produção em São Petersburgo, devido a interrupções no fornecimento de componentes.

A Hyundai e a Renault interromperam o trabalho nas suas fábricas locais.

A Skoda reduziu a produção devido à falta de componentes e suspendeu as atividades na Rússia.

A Daimler congelou a cooperação com a Kamaz russa e não produzirá camiões como parte da ‘joint-venture’ DK RUS nem fornecerá componentes.

A Porsche suspendeu as entregas de automóveis.

O fabricante alemão de pneus e componentes de automóveis Continental suspendeu a produção e os negócios na Rússia.

A Ferrari e a Lamborghini anunciaram a suspensão das exportações para a Rússia.

O fabricante transnacional de automóveis Stellantis anunciou a suspensão das exportações de automóveis para a Rússia e das importações provenientes deste país.

Eletrónica e indústria

A Apple suspendeu as exportações, o comércio ‘online’ e os serviços restritos. As lojas re:Store que vendem o equipamento da empresa não funcionaram durante um dia, mas reabriram em 3 de março.

O fabricante de produtos eletrónicos Dell deixou de vender produtos temporariamente.

O fabricante alemão de ‘software’ SAP está a suspender as operações na Rússia e as vendas de todos os seus serviços e produtos.

Um dos maiores criadores de ‘software’ do mundo, a Oracle, suspendeu todas as operações no país.

A Ericsson, fabricante de equipamento de telecomunicações, suspendeu as entregas aos clientes na Rússia.

Os produtos do maior fabricante mundial de semicondutores TSMC não chegarão à Rússia, mas os semicondutores da marca Elbrus desenvolvidos no país continuarão a ser produzidos.

Os compradores russos não poderão temporariamente receber produtos do maior fabricante de rolamentos, a sueca SKF.

O grupo Siemens, com sede em Munique, que constrói comboios, mantém fábricas e fornece ‘software’, parou as operações e entregas para a Rússia, mas mantém operações de manutenção e reparação.

O fabricante finlandês de elevadores KONE interrompeu temporariamente as entregas na Rússia.

O maior desenvolvedor de ‘software’ para construção e engenharia mecânica Autodesk (AutoCAD, 3ds MAX) suspendeu os trabalhos na Rússia.

A norte-americana Intel anunciou a suspensão do fornecimento dos seus produtos.

A Komatsu, o primeiro fabricante de maquinaria e equipamento de construção do Japão e o segundo do mundo, suspendeu o fornecimento dos seus produtos.

A empresa norte-americana de ‘software’ EPAM Systems anunciou a suspensão dos serviços aos clientes russos.

O fabricante norte-americano de equipamento e ‘software’ de rede Cisco Systems suspendeu todas as operações comerciais na Rússia e Bielorrússia.

A Nvídia suspendeu as vendas.

A Rockstar Games, que desenvolve as séries GTA e Red Dead Redemption, deixou de vender jogos na Rússia.

A Nintendo suspendeu as entregas de consolas de jogos.

A Adobe deixou de vender os seus produtos na Rússia.

A PepsiCo suspendeu a venda de bebidas na Rússia, bem como as atividades publicitárias, mas manteve a venda de alimentos para bebés.

A empresa britânica Unilever, um dos líderes mundiais na produção de bens de consumo, suspenderá a exportação e de produtos para a Rússia, bem como a sua importação da Rússia.

A General Electric Company suspendeu as atividades na Rússia, mas continuará a apoiar o equipamento médico essencial e os serviços de eletricidade.

A empresa finlandesa de madeira UPM suspenderá a compra de madeira e a operação da fábrica de contraplacado em Chudovo, na região de Novgorod.

O fabricante português de pasta e papel Navigator suspendeu as suas operações na Rússia e na Bielorrússia.

A empresa japonesa Hitachi suspendeu temporariamente as suas atividades, com exceção da produção e apoio técnico de sistemas elétricos e equipamento elétrico.

O fabricante de fotocopiadoras Epson suspendeu a cooperação com a Rússia e Bielorrússia.

O fabricante norte-americano de equipamento de construção Caterpillar anunciou a suspensão da produção na Rússia.

Alimentação, bebidas e tabaco

O maior produtor mundial de álcool Diageo, com marcas como Smirnoff, Baileys e Guinness, interrompeu as exportações.

A McDonald's fechará temporariamente os seus 847 restaurantes na Rússia, que empregam 62 mil pessoas, segundo a empresa.

A Heineken suspendeu a produção e venda de cerveja sob a marca Heineken na Rússia.

A marca norte-americana Yum!, proprietária das cadeias KFC e Pizza Hut, suspendeu os investimentos na Rússia. O trabalho dos pontos de venda que são geridos pela própria empresa, e não por ‘franchise’, está suspenso.

A empresa de cerveja dinamarquesa Carlsberg decidiu suspender novos investimentos na Rússia, assim como a exportação de produtos de outras divisões da Carlsberg para a Baltika russa.

A Starbucks suspendeu as operações na Rússia.

A Coca-Cola Company, que produz refrigerantes, suspenderá temporariamente as suas atividades na Rússia, onde tem 10 fábricas em diferentes cidades.

A PepsiCo também não venderá bebidas, incluindo 7Up e Mirinda, e, por enquanto, não se envolverá em publicidade. A empresa continuará a vender bens essenciais, como comida para bebés e leite.

O fabricante finlandês de produtos lácteos Valio decidiu reduzir o seu trabalho na Federação Russa. A empresa é proprietária de uma fábrica perto de Moscovo, onde trabalham 400 pessoas.

O produtor de café finlandês Paulig também anunciou a sua retirada da Rússia.

A empresa finlandesa Fazer, que produz chocolate e produtos de padaria, cessou o seu trabalho na Rússia.

A italiana Ferrero suspendeu as atividades não essenciais.

A empresa de tabaco britânica Imperial Brands, que produz as marcas Davidoff, Richmond e Gitanes, não venderá nem fabricará temporariamente produtos na Rússia.

A Japan Tobacco, um dos maiores fabricantes de cigarros do mundo, está a suspender novos investimentos no mercado russo.

A Burger King suspendeu o apoio empresarial ao mercado russo.

A empresa americana Brown-Forman, proprietária do whisky Jack Daniel's e da vodka Finlandia, suspendeu as operações.

Entretenimento, vestuário, cosmética e mobiliário

A Sony suspendeu a Playstation Store, o fornecimento de consolas e jogos à Rússia.

A Walt Disney Company, a Warner Bros. e a Paramount Pictures suspenderam as exibições dos seus filmes.

A cadeia espanhola de lojas de vestuário Inditex, proprietária das marcas Zara, Pull & Bear, Massimo Dutti, Bershka, Stradivarius e Oysho, suspendeu o seu trabalho na Rússia.

A Uniqlo, um dos maiores fabricantes e retalhistas japoneses de vestuário, está a suspender as suas atividades na Rússia.

A marca de vestuário Karl Lagerfeld suspendeu as entregas à Federação Russa e fechou a possibilidade de comprar produtos ‘online’.

H&M, Prada, ASOS e Nike suspenderam as exportações e vendas ‘online’.

O retalhista Mango suspendeu temporariamente o trabalho na Rússia.

A empresa iHerb, que vende suplementos dietéticos, vitaminas e produtos alimentares, só entregará aos russos encomendas já processadas, não aceitando novas encomendas.

A Lego suspendeu as entregas dos seus produtos às lojas russas.

O serviço de imprensa Megogo cessou as suas operações na Rússia.

A IKEA suspendeu o trabalho na Rússia, assim como todas as exportações e importações de e para o país.

O retalhista dinamarquês de mobiliário JYSK encerrou temporariamente as suas lojas.

A Activision Blizzard suspendeu as vendas dos seus jogos.

A Jewelry House Cartier suspendeu temporariamente as atividades comerciais na Rússia e Ucrânia.

A empresa de vendas ‘online’ eBay suspendeu a entrega de encomendas.

O sistema de pagamento eletrónico PayPal suspendeu a prestação de serviços na Rússia.

A editora de jogos de computador Electronic Arts não irá vender e distribuir o seu conteúdo na Rússia e Bielorrússia.

O grupo de empresas Kering, proprietário das marcas de luxo Gucci, Balenciaga e Yves Saint Laurent, encerrou as suas lojas na Rússia.

A empresa de publicidade britânica WPP e o gabinete de arquitetura de Norman Foster + Partners anunciaram o encerramento das obras na Rússia.

Boutiques de marcas pertencentes ao grupo de empresas LVMH (Louis Vuitton Moet Hennessy), assim como Hermes e Chanel, serão temporariamente encerradas na Rússia.

O serviço de reservas de hotel online Booking.com suspendeu a prestação de serviços turísticos na Rússia.

O serviço de transmissão de música Deezer anunciou a sua partida da Rússia.

A empresa alemã Henkel está a suspender todos os investimentos planeados na Rússia.

A Puma e a Adidas suspenderam as atividades comerciais.

A maior companhia discográfica mundial, a Universal Music, suspendeu as suas atividades na Rússia.

A L'Oreal pretende suspender o trabalho das suas lojas na Rússia.

A fabricante de cosméticos Estee Lauder suspendeu as suas atividades.

A empresa britânica de cosméticos Lush também anunciou a suspensão do fornecimento dos seus produtos à Federação Russa.

A Shiseido suspendeu as entregas dos seus produtos e novos investimentos no mercado russo.

A Rolex suspendeu as exportações para a Rússia.

A empresa britânica Mothercare, especializada na venda de produtos para mulheres grávidas e crianças pequenas, suspendeu as suas atividades na Rússia.

A Google restringiu a compra de aplicações no seu Mercado Play para utilizadores da Rússia. Agora os utilizadores poderão utilizar apenas conteúdo gratuito.

A Warner Music suspendeu todas as suas atividades. A WarnerMedia suspenderá o licenciamento de novos conteúdos na Rússia.

A empresa dinamarquesa de joalharia Pandora suspendeu todas as relações comerciais com a Rússia e a Bielorrússia.

A Hugo Boss fechou as lojas e suspendeu o comércio ‘online’ na Rússia.

A Victoria's Secret suspendeu temporariamente o trabalho na Rússia.

As cadeias de hotéis Hilton e Hyatt suspendem o desenvolvimento de negócios na Rússia e operador InterContinental Hotels Group anunciou a suspensão dos investimentos.

Logística

A empresa de transporte e logística Kuehne+Nage e a Maersk deixam de fornecer mercadorias, com exceção de produtos farmacêuticos e artigos de ajuda humanitária.

A DHL, CMA CGM, Fedex e UPS suspenderam a entrega de mercadorias e documentos à Rússia.

O fornecedor de soluções de embalagem e biomateriais Stora Enso irá suspender toda a produção e vendas na Rússia.

Educação

A corporação educacional britânica Pearson suspendeu o fornecimento de produtos e vendas de serviços na Rússia e Bielorrússia.

A plataforma educativa americana Coursera suspendeu todas as suas atividades na Rússia.

O que irá acontecer aos empregados das empresas?

Se a empresa não trabalhar ou estiver inativa, o empregador é obrigado a continuar a pagar aos empregados, disse à TASS o chefe adjunto da Federação de Sindicatos Independentes da Rússia (FNPR), Alexander Shershukov.

Segundo Shershukov, se um trabalhador for despedido, tem de ser previamente informado da decisão, à luz da legislação laboral em vigor no país.

Se os direitos das pessoas forem violados, a organização sindical no local de trabalho pode protegê-las.

As pessoas também podem fazer denúncias à inspeção do trabalho ou num tribunal.