Bennett apresentou hoje ao seu Governo a promessa de continuar esforços diplomáticos, após uma reunião em Moscovo com o Presidente russo, Vladimir Putin, uma viagem a Berlim e três conversas telefónicas com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

“Mesmo que haja poucas hipóteses de sucesso, desde que haja abertura e tenhamos acesso a ambas as partes e capacidade (de agir), vejo como um dever moral tentar tudo. Enquanto houver esperança, devemos fazer todos os esforços. Ainda há tempo para agir”, afirmou Bennett.

Bennett viajou para Moscovo no sábado, onde se encontrou com Putin, durante cerca de três horas, naquela que foi a primeira visita de um líder estrangeiro à Rússia desde o início invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro.

Depois da visita a Moscovo, Bennett falou telefonicamente com Volodymyr Zelensky, por três vezes, antes de se encontrar presencialmente com o chanceler alemão, Olaf Scholz, em Berlim.

Recentemente, Zelensky, que é judeu, numa mensagem divulgada em língua hebraica nas redes sociais, pediu à comunidade judaica de todo o mundo para que se insurjam contra a invasão russa, responsabilizando Bennett por inação.

O primeiro-ministro israelita tem evitado condenar a invasão russa, procurando uma posição de equidistância entre Kiev e Moscovo.

Para já, Israel preferiu enviar ajuda humanitária e as autoridades israelitas anunciaram hoje que vão montar um hospital de campanha na Ucrânia e doar geradores para o hospital de Lviv.

Ao mesmo tempo, Israel está a preparar-se para uma vaga de migração oriunda da Ucrânia e da Rússia.

A ministra do Interior israelita, Ayelet Shaked, disse que 2.034 refugiados ucranianos foram recebidos em Israel, desde 24 de fevereiro, mas pode haver “mais de 100.000 novos imigrantes da Rússia e da Ucrânia”.

Cerca de 300 judeus da Ucrânia chegaram hoje a Israel, em três voos, incluindo cerca de 100 crianças órfãs que foram recebidas no aeroporto pelo primeiro-ministro.

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