As agressões "aconteceram no âmbito de uma audiência de regulação do poder parental" e, na sequência do incidente, uma mulher com cerca de 30 anos foi detida e conduzida às celas do tribunal de Matosinhos, indicou a mesma fonte.

A agressão ocorreu cerca das 11:00 horas. A juíza teve ferimentos ligeiros na face, mas não houve necessidade de recorrer a ajuda hospitalar", acrescentou o secretário da direção da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, Maximiano Vale.

A mesma fonte, sem conseguir precisar motivo da discordância, disse que o pai do menor sobre o qual decorria a audiência "estaria presente na diligência", sendo que a criança está cargo de avós.

Na sequência do incidente, a agressora foi detida e conduzida às celas do tribunal de Matosinhos, enquanto as vítimas sofreram ferimentos da face, mas não houve necessidade de recorrer a ajuda hospitalar, conforme descreveu a Associação Sindical dos Juízes Portugueses.

Numa reação ao caso, esta associação lamentou que "as situações de violência aconteçam com mais frequência".

"A associação sindical tem vindo a alertar há já vários anos para problemas de falta de condições de segurança nos tribunais. A generalidade dos tribunais não dispõe de policiamento, não dispõe de botões de pânico ou detetores de metais", descreveu à agência Lusa Maximiano Vale, secretário da direção regional do Norte.

"Há tribunais que pontualmente dispõem dessas ferramentas [de segurança], mas a maioria não. Isto é algo transversal não só à justiça, mas, como temos assistido recentemente, às áreas da saúde e da educação. Os serviços públicos que prestam serviços de relevância muitas vezes lidam com interesses que podem gerar situações conflituantes. Impõe-se uma atenção especial de todos para evitar que estas situações se banalizem", disse Maximiano Vale.

(Artigo atualizado às 18:43)

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