“Existe uma linha vermelha muito clara do nosso lado: a utilização de armas químicas por quem quer que seja”, frisou o chefe de Estado francês, acrescentando que “qualquer utilização de armas químicas será alvo de represálias e de uma resposta imediata, pelo menos da parte dos franceses”.

Emmanuel Macron expressou ainda o desejo de “reforçar a parceria com a Rússia” em matéria de luta contra o terrorismo na Síria.

“A nossa prioridade absoluta é a luta contra o terrorismo e a erradicação dos grupos terroristas e, em particular, do Daesh”, o acrónimo árabe que designa o grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico.

“É o fio condutor da nossa ação na Síria e aquele em que eu vejo que, além do trabalho que estamos a fazer no âmbito da coligação, poderíamos reforçar a nossa parceria com a Rússia”, sustentou.

O novo Presidente francês pronunciou-se a favor de “uma transição democrática” na Síria, “mas preservando a existência de um Estado sírio”.

“Na região, os Estados falhados são uma ameaça para as nossas democracias e, vimo-lo uma e outra vez, levaram à proliferação dos grupos terroristas”, sublinhou.

O presidente francês já tinha prometido um "diálogo exigente" e "sem nenhuma concessão" com Putin. O presidente russo pediu a Macron para "superar a desconfiança mútua", numa mensagem de felicitações após a sua vitória eleitoral.

Macron, que já se tinha encontrado com Donald Trump na semana passada, recebeu esta segunda-feira, 29 de maio, o colega russo Vladimir Putin no Palácio de Versalhes, encerrando assim uma maratona diplomática que o levou, na quinta-feira, à reunião da cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla inglesa) em Bruxelas e depois, no fim de semana, ao encontro do G7 em Taormina (Itália).

[Notícia atualizada às 18:01]

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