"Para enfrentar a desigualdade, podemos desconectar, arriscar menos a prosperidade e ter a esperança de recuperar os postos de trabalho perdidos. Ou podemos conectar mais e trabalhar mais numa prosperidade maior e tratar de partilhá-la com todo o mundo", disse Zuckerberg durante o seu discurso na cimeira de líderes da Ásia-Pacífico (APEC).

"Não há dúvida de que o segundo caminho é o melhor. Temos que entender que esse caminho é também um pouco mais difícil", considerou.

Trump responsabilizou o livre comércio - que oferece mão-de-obra a menor custo noutras regiões do planeta - por ter afetado o crescimento dos Estados Unidos e reduzido os postos de trabalho.

"Desconectar é relativamente fácil. Mas conectar requer fazer um investimento maior em infraestruturas e gerar vontade política de tomar decisões difíceis, de longo prazo", acrescentou Zuckerberg, criador de uma rede com 1,79 mil milhões de utilizadores ativos e que caminha para se converter numa empresa de tecnologia.

Zuckerberg, que chegou a Lima após várias polémicas sobre se a sua rede social ajudou a difundir notícias falsas que tenham influenciado a vitória de Trump, ou sobre a sua suposta falta de cooperação para combater comentários racistas, também abordou rapidamente estes temas.

"Como engenheiro, sou realista sobre quão duro isto pode ser [os avanços tecnológicos]. Podemos ajudar a dar voz às pessoas, mas também temos que fazer a nossa parte para deter a proliferação do ódio, da violência e da desinformação", comentou, embora tenha insistido que o Facebook também é responsável por proteger a privacidade dos seus utilizadores.

A APEC reúne 21 nações, entre elas, os Estados Unidos, a China, a Rússia e o Japão.

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