Em 1951 Oliver Brown, que vivia na cidade de Topeka, Kansas, tentou matricular a sua filha de nove anos numa escola próxima da casa da família. No entanto, a matrícula da pequena Linda foi negada pela cor da sua pele, tendo sido obrigada a frequentar uma escola somente para negros, a uma distância mais longínqua de casa.

Nessa época, a maioria dos estados do sul dos Estados Unidos tinha a possibilidade de separar os estudantes por motivos raciais.

Através de uma ação judicial, o pai de Linda questionou a lei do Kansas que permitia às cidades com mais de 15 mil habitantes estabelecer escolas separadas.

Este longo julgamento foi apoiado e promovido pela Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP, em inglês), uma organização fundada em 1909 com o objetivo de defender os direitos dos negros.

O processo judicial terminou com uma das vitórias mais emblemáticas da NAACP e representou um marco do movimento pelos direitos civis: a 17 de maio de 1954, a Tribunal Supremo de Justiça dos Estados Unidos decidiu por unanimidade que a segregação escolar era contrária à Constituição.

O caso histórico ficaria conhecido como "Brown vs. Board of Education" (Brown contra o Conselho de Educação de Topeka).

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