Cinquenta e dois minutos. Este é o tempo necessário para chamar setenta e um nomes, fazer levantar os novos governantes, ouvi-los declarar - sempre solenemente - que cumprirão com lealdade as suas funções e vê-los assinar o auto de posse.

Assim se passou a primeira parte da cerimónia de tomada de posse do novo Executivo, entre as 10:30, a hora protocolar marcada, e as 11:22.

A declaração de compromisso de honra e assinatura do auto de posse dos ministros decorreu por ordem hierárquica: a começar, o primeiro-ministro, António Costa, seguindo-se o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, e o ministro de Estado e das Finanças, Mário Centeno, e depois os restantes ministros.

Logo a seguir foi a vez da tomada de posse dos secretários de Estado.

Era chegado o segundo momento: as intervenções do Presidente da República e do primeiro-ministro.

Marcelo Rebelo de Sousa alertou António Costa para o facto de as expectativas dos portugueses serem superiores agora e de os recursos serem poucos.

No seu discurso, o Presidente da República citou uma parábola, dirigindo-se ao primeiro-ministro. "Sabe que muitos dos nossos concidadãos pensam que a este Governo se não aplica a situação da parábola das bodas de Caná, na qual o segundo vinho era melhor do que o primeiro. E não obstante a História regista exemplos de tal feito", afirmou.

O Presidente da República apresentou-se ainda como um defensor da estabilidade política, ou o “fusível de segurança do sistema de governo constitucional”, uma "indeclinável missão" que quer salvaguardar em permanência.

Já António Costa assumiu como meta do novo Governo colocar o salário mínimo nos 750 euros em 2023 e defendeu uma "clara valorização salarial dos jovens qualificados" a negociar com os parceiros sociais.

Embora esta tenha sido uma das principais mensagens no discurso do primeiro-ministro, também o anúncio do fecho da central termoelétrica do Pego no final de 2021 e da central de Sines em setembro de 2023 foi um momento de destaque.

Sem esquecer as promessas de "máxima lealdade e cooperação institucional" do Governo para com o chefe de Estado e advertência de que a ação governativa não ficará condicionada por resultados de eleições regionais, presidenciais ou autárquicas.

Pelas 12:02 foi declarada encerrada a cerimónia.

Entre risos, apertos de mão e discursos, estas são algumas das imagens da tomada de posse.

A seguir, chegou um momento inédito: apanharam todos o autocarro. António Costa e os seus ministros e secretários de Estado deslocaram-se do Palácio Nacional da Ajuda para a Presidência do Conselho de Ministros em autocarros da Carris movidos a gás natural - estavam preparados três, mas afinal apenas foram necessários dois.

No destino, iria ter lugar a primeira reunião do Conselho de Ministros, onde acabou por ser aprovado ao final da tarde o programa do Governo, que agora segue para o Parlamento.

No total, incluindo o primeiro-ministro, o XXII Governo Constitucional conta com 70 elementos, somando ministros e secretários de Estado, dos quais 26 mulheres e 44 homens.

Esta é a equipa que tem o maior número de governantes desde 1976. Recorde aqui a lista completa do novo Executivo.

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