"Queremos que a importância estratégica da base militar das Lajes seja plenamente compreendida pelos Estados Unidos, e só pelos Estados Unidos, repito, só pelos Estados Unidos", afirmou hoje o chefe da diplomacia portuguesa, durante uma audição no parlamento sobre a proposta do Orçamento do Estado para 2017.

Todas as bancadas questionaram o ministro sobre este dossiê.

Segundo Santos Silva, "o interesse estratégico, geoestratégico, geopolítico, é que os Açores continuem sendo o centro da ligação transatlântica, que é a ligação em que Portugal se revê, quer do ponto de vista estratégico quer do ponto de vista da segurança".

Sobre o futuro da base das Lajes, onde os Estados Unidos anunciaram a redução militar na base das Lajes, o Governo português pretende ter, na ilha Terceira, "três estruturas complementares".

"Queremos ter uma base militar que se mantenha ativa e cuja importância estratégica seja bem compreendida pelo nosso único parceiro nessa relação, que são os Estados Unidos", disse.

Por outro lado, o executivo pretende instalar ali "uma plataforma que sirva para monitorizar a segurança em toda a grande região do Atlântico", em parceria, desde logo, com os Estados Uidos, mas também com diferentes países atlânticos.

Por outro lado, deverá funcionar naquela ilha açoriana uma base de investigação científica, "e, aí, todos os países do mundo, da China à Suazilândia são bem-vindos", sublinhou.

Santos Silva respondia em concreto a perguntas do PSD e do CDS sobre o eventual interesse da China, cujo Presidente e primeiro-ministro realizaram nos últimos dois anos escalas técnicas nas Lajes.

O ministro justificou que, quer ele quer o então vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, se encontraram na ilha com as autoridades chinesas num "gesto diplomático mínimo" para com um país que tem tantos interesses e relações históricas com Portugal.

Sobre o eventual interesse chinês nas Lajes, o chefe da diplomacia portuguesa disse não poder responder.

Mas, sublinhou, esta é uma matéria em relação à qual "não pode haver qualquer ambiguidade".

Segundo o ministro, as autoridades norte-americanas ainda não encerraram o processo de decisão sobre o futuro das Lajes e este dossiê já não ficará concluído durante a atual administração de Barack Obama, devendo passar para a próxima administração.

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