A acusação foi feita, no encerramento do debate sobre o orçamento, na Assembleia da República, em Lisboa, pelo secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, que elogiou a maioria de esquerda, que apoia o executivo do PS, por ter provado ser possível governar “sem culpar os portugueses” e ser “possível viver melhor em Portugal”.

Para Pedro Nuno Santos, a maioria de esquerda mostrou “ser de confiança e merecedora de credibilidade”, ao contrário dos partidos da direita.

O debate orçamental que termina hoje, afirmou, mostrou que PSD e CDS-PP “escolheram não serem levados a sério” por, ao contrário de outros anos, terem apresentado “propostas que agravariam o défice num valor muito superior a mil milhões de euros”, havendo também quem pedisse, “como que por magia, o défice zero”.

“O PSD e o CDS perderam qualquer credibilidade para fazer alertas sobre as contas públicas. Se querem ser respeitados no poder têm de começar por ser respeitados na oposição”, afirmou o secretário de Estado no último discurso, antes da votação do final global do OE2018.

Em pouco mais de 15 minutos de discurso, Pedro Nuno Santos respondeu, com dureza, e quase uma a uma, às críticas do que chamou de “minoria parlamentar” de direita.

Área a área, o secretário de Estado respondeu que quando o governo aumenta as pensões não está a “dar nada a ninguém”. “Estamos apenas a respeitar quem trabalhou uma vida inteira e merece uma reforma com dignidade”, disse.

O mesmo princípio aplicou-o quando explicou a baixa de impostos para os trabalhadores, no setor privado e público. “Não estamos a dar nada, estamos a respeitar quem trabalha”, acrescentou.

Estas medidas e reformas vão em sentido contrário aquilo que Nuno Santos vê no CDS e no PSD, e até na discussão para a disputa interna nos sociais-democratas: “O conceito de reforma para a direita é privatizar, liberalizar e desregular, reforma que é reforma tem de doer.”

“Para nós, as reformas melhoram a vida das pessoas, não as prejudicam. Para nós, reformar a Segurança Social não é cortar pensões, aumentar as contribuições dos trabalhadores ou privatizar”, justificou.

Pelo contrário, afirmou Pedro Nuno Santos, para a atual maioria “subir o salário mínimo, recuperar os mínimos sociais que protegem os mais frágeis da pobreza”, é “investir no futuro”

Para o futuro, o governante reconheceu que o país “ainda tem muitos problemas de pobreza, de injustiça, de precariedade e que “há muito por fazer”.

Depois de ter agido, desde há dois anos, como reconheceu, “sob o signo da urgência” para “aumentar o rendimento das famílias, recuperar o emprego, estancar a emigração em massa, aumentar o investimento”.

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