Cerca das 07:00 (05:00 em Lisboa), a polícia começou a levar os migrantes para um campo construído à pressa, na sequência do incêndio há uma semana no campo onde viviam perto de 13 mil regufiados e que deixou milhares de pessoas nas ruas e nos estacionamentos de supermercados encerrados, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).

As autoridades gregas e a ONU estavam a construir, desde sábado, um novo campo a partir do qual podem ser retomados os procedimentos de concessão de asilo.

Mas numerosos refugiados estão a recusar instalar-se no novo campo, por recearem ficarem novamente meses à espera de serem transferidos para o continente grego, ou um outro país europeu.

O objetivo deste novo campo “temporário” é que os refugiados “possam progressivamente, e com calma, deixar a ilha com destino a Atenas” ou “serem reinstalados noutro local”, indicou na quarta-feira o representante na Grécia do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), Philippe Leclerc.

O enorme campo de Moria, erguido há cinco anos no auge da crise migratória, foi totalmente destruído por um incêndio na madrugada de 09 de setembro.

Seis jovens afegãos são suspeitos de estarem envolvidos no desastre, quatro dos quais foram indiciados em Lesbos por incêndio criminoso, incitação à violência a uso ilegal de força.

Outros dois suspeitos, de 17 anos, já tinham sido transferidos para o continente num grupo de 400 menores desacompanhados de Moria, mas serão encaminhados para o Ministério Público em data posterior, indicou fonte judicial.

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