“A informação que há a esta hora, dada pelos ex-presidentes (José Luís Rodríguez Zapatero, Martín Torrijos e Leonel Fernández), é que o Governo levantou-se da mesa, utilizando como desculpa o debate que teve lugar na Assembleia Nacional, sobre o julgamento por narcotráfico (nos EUA), em que foram declarados culpados dois cidadãos venezuelanos vinculados à família do senhor Maduro (Nicolás) e da senhora Cília Flores (primeira dama)”, disse.

Em declarações à Unión Radio, o líder opositor explicou que isso foi “simplesmente uma desculpa” de parte do Executivo.

“O governo não cumpriu absolutamente nada do que prometeu e foge dos venezuelanos. Ficou despido perante o Vaticano e o mundo, até do Papa fugiu. Não foi por nós, que queremos uma mudança, que o diálogo não deu resultados”, frisou.

O abandono tem lugar um dia depois de o parlamento venezuelano aprovar um acordo, condenando o “tráfico de influências em matéria de narcotráfico de parte de altos funcionários do Governo”.

A votação contou com 101 votos a favor, da aliança opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) e 38 contra do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), o partido do Presidente Nicolás Maduro.

A pedido do deputado socialista Pedro Carreño, a votação foi nominal para ficar registado em ata o nome dos parlamentares.

A proposta parlamentar foi aprovada três dias depois de um juiz norte-americano ter considerado culpados de tráfico de 800 quilogramas droga dois sobrinhos do Presidente da Venezuela.

No dia 30 de outubro, o Governo e a oposição iniciaram um diálogo, sob a mediação do Vaticano e da Unasul (União das Nações Sul-americanas), que terminou com a decisão de ambas partes de instalar quatro mesas de negociação.

A 01 de novembro, o parlamento venezuelano, onde a oposição detém a maioria, adiou “por alguns dias”, um debate para determinar a responsabilidade política do Presidente Nicolas Maduro, acusado da “rutura da ordem constitucional” no país, na sequência de um pedido feito pelo Vaticano.

A 12 de novembro o Governo venezuelano e a oposição acordaram trabalhar conjuntamente para a recuperação da economia e o combate à insegurança, tendo agendado nova reunião de diálogo para 6 de dezembro.

Decidiram ainda “baixar o tom” dos discursos e promover a paz com base no reconhecimento e respeito mútuo. Foram ainda definidos objetivos para normalizar o respeito entre os diferentes poderes e para normalizar o abastecimento de alimentos e medicamentos à população.

Para o dia de hoje estava previsto que os mediadores se reunissem com representantes da opositora MUD para tratar da agenda da próxima reunião.

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