No início da sessão, o vice-presidente Julio Borges, líder da fação maioritária da oposição, pediu para se adiar o debate sobre a matéria, considerando o facto “de nas últimas horas o Vaticano ter começado, formalmente, a intervir na crise constitucional e democrática do país”.

A seguir os deputados votaram e aprovaram a proposta. O processo surge dois dias depois do início do diálogo político entre Governo e oposição, sob os auspícios da União das Nações Sul-Americanas e com a mediação do Vaticano.

O Parlamento, dominado pela oposição, envolveu o Presidente, Nicolas Maduro, num processo em que o acusa de ser responsável pela crise que o país atravessa e convocou-o para hoje mas o Presidente recusou ir falar aos deputados.

Também hoje a oposição anunciou a suspensão de uma marcha que tinha marcado para quinta-feira e que iria acabar junto do palácio presidencial.

A decisão (da suspensão) foi anunciada pelo presidente da Assembleia Nacional, Henry Ramos Allup, que a justificou com um pedido nesse sentido do Vaticano, mediador no diálogo entre oposição e Governo que começou no último domingo.

Hoje o secretário-geral da União das Nações Sul-Americanas, Ernesto Samper, já tinha pedido para que as manifestações na Venezuela decorressem de forma pacífica e insistido no diálogo como única forma de resolver a crise no país.

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