O julgamento de Pedro Dias começou a 03 de novembro, no Tribunal da Guarda. Nesse dia, o arguido optou por não prestar declarações, mas os advogados que o representam têm garantido aos jornalistas que ele falará.

Na quarta-feira, depois de concluídos os depoimentos das testemunhas referentes aos pedidos de indemnização dos familiares das vítimas e faltando apenas ouvir as testemunhas de defesa, os advogados admitiram que Pedro Dias poderia falar hoje.

“Antes que ele (o julgamento) termine, falará. Se terminar na terça-feira, falará na terça-feira”, disse aos jornalistas o advogado Rui Silva Leal, que assegura a defesa de Pedro Dias juntamente com Mónica Quintela.

Mónica Quintela referiu que, apesar de faltarem apenas ouvir as testemunhas de defesa, “foram requeridas novas diligências” e a produção de prova poderá não terminar hoje.

Um dos requerimentos, que foi apresentado pela defesa de Pedro Dias, está relacionado com divergências nos depoimentos quanto ao período que o militar da GNR Carlos Caetano viveu com a companheira Katherine Azevedo antes de ser assassinado.

Na quarta-feira, o advogado Pedro Proença, que representa o militar António Ferreira e os familiares de Carlos Caetano, disse aos jornalistas estar convencido de que Pedro Dias falará hoje e contará “uma versão artificial” que “vai construir” em função do que tem ouvido durante o julgamento.

Pedro Dias está acusado de três crimes de homicídio qualificado sob a forma consumada, três crimes de homicídio qualificado sob a forma tentada, três crimes de sequestro, crimes de roubo de automóveis, de armas da GNR e de quantias em dinheiro, bem como de detenção, uso e porte de armas proibidas.

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