Falando em nome pessoal, uma vez que está na presidência da estrutura de forma interina e porque o anterior presidente se demitiu, precisamente por discordar da lista elaborada por Rui Rio, presidente do PSD, Hugo Oliveira defendeu que "mais do que se pensar qual o melhor líder" é preciso "olhar para os resultados".

"O partido tem que se reorganizar e pensar que algo não deve estar bem, tendo em conta que o PSD é um partido para governo e está a ter dificuldades em chegar ao eleitorado", disse à Lusa Hugo Oliveira, recentemente eleito deputado pelo PSD pelo círculo de Leiria à Assembleia da República.

Para o deputado, qualquer posição sobre a liderança do PSD é "prematura", uma vez que o partido "ainda não teve oportunidade para analisar internamente os resultados".

No entanto, Hugo Oliveira admitiu que o PSD é "um partido com vocação para governar e o próprio país necessita de um PSD forte" e que "não é agradável" ver os últimos resultados. o PSD obteve 27,9% dos votos e 77 mandatos no parlamento.

Sem querer afirmar se apoia ou não Rui Rio numa eventual recandidatura à liderança do PSD, Hugo Oliveira referiu que primeiro tem de perceber "qual o rumo que o partido vai tomar".

"Vai haver uma reunião na próxima semana e ainda teremos o Conselho Nacional. O partido tem de tirar ilações dos resultados, que não foram os melhores, e fazer uma reflexão interna", insistiu.

Por seu lado, o presidente demissionário, Rui Rocha, lamentou que o PSD tenha tido "o pior resultado de sempre", embora considere que seja o "único partido que apresentou uma alternativa para Portugal".

"O PSD é um partido que se apresenta nas eleições para ganhar. O resultado obtido não é positivo, contrariamente ao que o presidente do PSD interpretou. É preocupante. É necessária uma reflexão profunda sobre o seu modo de funcionar e sobre as propostas que apresentou para garantir um projeto de futuro", disse à Lusa Rui Rocha.

O ex-presidente da Distrital do PSD de Leiria considerou que o partido não deve avançar para eleições antecipadas, até porque Rui Rio "foi legitimamente eleito".

"Estar disponível para continuar ou não é uma decisão dele. Neste momento, é preciso apresentar projetos alternativos e abrir um debate democrático interno para que os militantes possam decidir o que pretendem para o futuro. A minha disponibilidade é para contribuir para um PSD melhor", acrescentou.

Confessando que não irá apoiar Rui Rio, numa eventual recandidatura, até porque foram as escolhas do líder do PSD que levaram à sua demissão dos órgãos nacional e distrital, Rui Rocha não deixou de mostrar satisfação pelos resultados obtidos no distrito de Leiria, "um dos quatro do país onde o PSD foi a força mais votada".

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