De acordo com fontes da presidência do governo espanhol citadas pelo El País, Rajoy conversou por telefone com Iglesias e agradeceu-lhe a iniciativa. No entanto, explicou ao líder do Podemos que a sua postura neste momento é a de que o presidente do Governo regional catalão, Carles Puigdemont, tem de renunciar uma eventual declaração de independência, condição que é “inegociável”.

Por outro lado, o chefe do executivo salientou a Iglesias que o Governo espanhol não está disposto a lidar com aqueles que iniciaram uma "chantagem brutal" ao Estado, indicaram as mesmas fontes do palácio de La Moncloa (sede do Governo espanhol).

A ideia de abrir um processo de mediação para resolver a crise independentista saiu da primeira reunião do Podemos com os partidos independentistas catalães, uma iniciativa denominada "mesa de diálogo".

O Podemos exorta o Governo e o Governo da Generalitat (governo regional da Catalunha) a dialogarem o quanto antes para escolher e acordar uma ou várias personalidades que possam exercer o papel de mediadores no conflito institucional. O partido de Iglesias considera que estas personalidades podem ser espanholas ou estrangeiras, como pede a Generalitat.

O presidente catalão, Carles Puigdemont, tem falado várias vezes em mediação internacional por parte da União Europeia.

Na “mesa de diálogo” do Podemos participaram a Esquerra Republicana Catalana (ERC) e o Partido Democrata Europeu da Catalunha, o Partido Nacionalista Basco (PNV), o Compromís e as confluências catalã e galega do Podemos (Catalunya en Comú e a En Marea).

O presidente regional da Catalunha faz hoje uma declaração institucional, que pode passar por uma declaração unilateral de independência (algo que disse em entrevista à BBC que faria no espaço de dias). O parlamento regional também realiza na segunda-feira um plenário excecional, com os deputados regionais da CUP (esquerda radical independentista) a afirmar que será esse o momento de declarar a independência.

No domingo realizou-se na Catalunha um referendo pela independência – considerado ilegal pelo Tribunal Constitucional espanhol – que ficou marcado por cargas policiais para o impedir, pela vitória do “sim”, com 90% dos votos expressos, e por dificuldades diversas no processo de votação.

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