O presidente do SINSEF, Artur Jorge Girão, disse à agência Lusa que a greve vai afetar sobretudo os postos de atendimento do SEF.

O sindicato que representa os trabalhadores não policiais do SEF sublinha que “há muito aguarda por respostas a questões fulcrais para o bom desenvolvimento das competências deste serviço, sendo a questão da revisão da lei orgânica e do estatuto de pessoal os mais prementes”, devido aos desafios que as matérias da imigração colocam.

O presidente do sindicato explicou que não existe no SEF uma carreira para o pessoal não policial e são estes funcionários que estão “na primeira linha da imigração em Portugal”.

Segundo o sindicalista, o estatuto de pessoal do SEF não é revisto há mais de 10 anos, tendo sofrido apenas “pequenas alterações” para a carreira de investigação e fiscalização que não contempla os funcionários com funções administrativas.

O sindicato que representa os inspetores do SEF também tinha uma greve marcada para quinta-feira, mas foi desconvocada na quarta-feira após uma reunião com o ministro da Administração Interna que garantiu um reforço na carreira de fiscalização e investigação.

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