O internacional português comentou o episódio que fez correr muita tinta na imprensa mundial, no primeiro dia de concentração da turma das quinas, ainda em Portugal, quando Cristiano Ronaldo o questionou no balneário se ele tinha vindo de "barco", por se ter atrasado. A cara do jogador, como comprovam as imagens disponibilizadas pela FPF, não foi nada animadora, mas este agora explicou a razão.

"Eu não reagi mal, ri-me. Estive duas horas dentro de um avião, a minha disposição não estava tão boa como a dele. Não tenho um, como ele, que tem a facilidade de viajar no avião dele. Muitas vezes ele até me convida para vir com ele. Para ele era para rir, para mim nem tanto. O foco sempre esteve ao mais alto nível. Sabemos que essas questões mexem com os jogadores em questão. Saber do futuro era importante para o Cristiano. Ele já disse que o troféu mais importante que ganhou foi o do Euro'2016. O foco sempre esteve lá, independentemente das notícias. Se não fossem estas seriam outras. Algo tinha de aparecer nesta altura", disse" Bruno Fernandes, comentando depois a recente rescisão de CR7.

"Não me sinto desconfortável, nem tenho de escolher lados. Foi uma honra ser colega dele na seleção e ser colega no clube foi um concretizar de um sonho. Foi um dos meus ídolos. Agora todos sabemos que nada dura para sempre, foi bom enquanto durou. Infelizmente, o Cristiano tomou uma decisão para a sua carreira, há que respeitar. Só nós, no papel de jogadores e de pais de famílias, é que sabemos as decisões que são necessárias para o bem das nossas famílias", afirmou, salientando que Cristiano Ronaldo não falou com ele antes desta polémica.

"Não, mas não tem de falar. É algo que tem a ver com ele e com a família. O foco dele, e de todos nós, está aqui na seleção nacional", disse.

Bruno Fernandes falou também sobre o facto deste Mundial disputar-se a meio da época e disse que tem estado a ver jogos mais intensos.

"Estava a falar exatamente sobre isso com o João Vieira Pinto. Os jogos têm sido mais intensos do que o normal, comparando com aqueles de final de ano, quando se costuma realizar o Europeu ou o Mundial. Os jogadores estão na altura do ano em que os índices físicos estão no ponto mais alto. Estamos fisicamente muito bem", referiu, abordando depois o embate com o Gana.

"Pode causar-nos muitos problemas porque é uma seleção rápida, com muita força física. Será um jogo muito difícil, é o primeiro, toda a gente quer entrar a ganhar", completou.

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