“É uma notícia agridoce: a federação está contente com a decisão, mas muito preocupada pelos clubes que não vão poder jogar”, afirmou o seu presidente, Ricardo da Silva Oliveira, à agência Lusa.

De acordo com o anúncio do Governo, na quinta-feira, a prática de desportos individuais ao ar livre, sem a utilização de balneários ou piscinas, vai ser permitida já a partir de segunda-feira.

Para Ricardo da Silva Oliveira, sendo uma “modalidade tão recente, já é uma vitória” o padel constar da resolução governamental.

Apesar da satisfação geral, o dirigente deixou uma nota de apreensão porque, como explicou, há três tipos de campos de padel em Portugal: os ‘outdoors’ (totalmente abertos), os cobertos (apenas com um teto) e os ‘indoors’ (totalmente fechados).

“Há cerca de 600 campos de padel em Portugal, cerca de metade são em ‘outdoors’ e, em dias de chuva e nos seguintes, com os campos ainda molhados, não se pode jogar, a quebra de receita é enorme. Depois, há clubes que só têm campos ‘indoor’ ou cobertos que, ainda por cima, são os que fizeram um investimento maior e são os mais prejudicados com esta decisão”, disse.

Ricardo da Silva Oliveira revelou ter tido uma conversa com o presidente do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), Vítor Pataco, “para esclarecer a razão de não se poder jogar nos campos cobertos” porque, na sua opinião, aí “o ar até circula melhor por causa do efeito ‘túnel’ criado pela cobertura”.

“Mas claro que a federação vai acatar esta decisão e esperar que no dia 18 [de maio, quando houver uma primeira avaliação das medidas] haja uma revisão e se possa jogar nos campos cobertos, e mais tarde, nos ‘indoors'”, disse.

A resolução especifica que se deve respeitar “um distanciamento mínimo de dois metros entre cidadãos para atividades que se realizem lado-a-lado”, mas, e tendo em conta que o padel tem uma forte vertente de duplas de jogadores, o líder federativo mostrou-se confiante no cumprimento das regras.

Esta foi uma das medidas que constam no plano de desconfinamento aprovado na quinta-feira em Conselho de Ministros quanto à transição do estado de emergência, que cessa no sábado, para o estado de calamidade.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 233 mil mortos e infetou mais de 3,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Cerca de 987 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.007 pessoas das 25.351 confirmadas como infetadas, e há 1.647 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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