Sophie Wilmés, que falava numa conferência de imprensa para anunciar a entrada numa nova fase do fim do confinamento imposto para travar a propagação de covid-19, indicou que os cafés, bares e restaurantes poderão reabrir a partir de 08 deste mês, mas sob estritas condições.

Estes estabelecimentos deverão respeitar 1,5 metros de distância entre as mesas, com um máximo de 10 pessoas por cada uma, indicou a primeira-ministra liberal belga.

Os funcionários deverão utilizar uma máscara e não serão feitos serviços à mesa, com os estabelecimentos a terem de encerrar o mais tardar à 01:00.

Em relação às fronteiras, a primeira-ministra belga adiantou que serão reabertas a 15 deste mês e que, além dos países da UE e do Reino Unido, já se poderá viajar de e para a Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

“De qualquer maneira tem de se ter atenção às condições impostas” por cada país, avisou Wilmés, pedindo aos viajantes para se informarem antes de qualquer viagem.

Sobre as viagens para fora da Europa, a Bélgica seguirá as decisões da UE.

Em relação ao turismo e às viagens, proibidas desde 20 de março, o reinício das atividades também será feito de forma faseada a partir da próxima segunda-feira, permitindo a realização de excursões de um ou mais dias.

O calendário da nova fase de aligeiramento das medidas restritivas só vai permitir a reabertura das salas de espetáculo e os cinemas a 01 de julho.

A 08 deste mês será também autorizada a prática de cultos.

No país de 11,5 milhões de habitantes e onde a pandemia do novo coronavírus causou mais de 9.500 mortes entre os quase 59.000 casos, “os indicadores são encorajadores, sendo analisados todos os dias”, assegurou Wilmés, advertindo, contudo, que o vírus continua a existir.

Após dois meses de confinamento, o comércio e as escolas começaram a reabrir progressivamente desde meados de maio.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 380 mil mortos e infetou quase 6,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,7 milhões de doentes foram considerados curados.

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