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Ganhámos a primeira batalha, mas só resistindo se vence a guerra

Inês F. Alves
Inês F. Alves

Ontem à noite o Presidente disse, justificando o prolongamento do estado de emergência, que "ganhámos a primeira batalha". O que é que isto significa? "Adiámos o pico e moderámos a progressão do vírus". Ou, trocando por miúdos, como se costuma dizer, "ganhámos tempo". Estas são as restrições para os próximos 15 dias — e chamo particularmente à atenção para as restrições de circulação.

Hoje, António Costa, em entrevista à Renascença, dizia que um regresso às aulas presenciais a 4 de maio poderia devolver alguma normalidade ao ano letivo (ainda que fossem necessários ajustes de calendário), mas que nada estava garantido. Uma decisão só mesmo a 9 de abril, depois de ouvir o parecer técnico e os partidos da Assembleia da República. No mesmo dia, porém, ficámos a saber que Itália vai estender o confinamento até pelo menos 2 de maio. E o vírus não conhece fronteiras.

Esta sexta-feira, em conversa de equipa — em vídeo, na sala de estar de cada um, de fones nos ouvidos e imagem pixelizada, porque os tempos assim o exigem — partilhávamos expectativas sobre um regresso à redação. "Maio", dizem os mais otimistas; "agosto", atiram os mais cautelosos. "Vai ter de ser progressivo, é muito tempo", acrescentava alguém. O facto é que não sabemos quanto tempo iremos estar nesta luta, onde a resistência prevalece sobre a força. Resistir a sair, a abraçar, a beijar. Resistir. É isso que nos é pedido agora. É o que faremos — porque como como tantas vezes a minha mãe me repetiu em meninice "o que tem de ser tem muita força". E tem de ser, pelo menos por agora.

Segundo o mais recente boletim da Direção Geral de Saúde foram registados até hoje em Portugal 9886 casos confirmados de infeção e 246 mortes. As recuperações mantém-se nas 68 pessoas.

Sabemos que a doença leva mais tempo a curar do que o inicialmente previsto, mas é preciso não esquecer a cada notícia referir o número de recuperados, porque há de certo luz no final deste túnel, como disse António Costa, ainda que não nos seja possível vê-la para já.

Da mesma forma que é importante dar visibilidade a iniciativas nacionais como a do OPO'lab, que fazia figuras do museu do FC Porto e montras da livraria Lello e que agora faz viseiras e peças para ventiladores.

E enquanto percorremos este caminho, a nossa missão é procurar, entender, analisar, explicar e relatar o melhor possível. É por isso que acompanhamos as conferências diárias da Direção Geral de Saúde — onde ficámos hoje a saber que as grávidas passarão a ser testadas antes do parto — e foi por isso que fomos procurar saber o que é uma cerca sanitária e quem a pode decretar — depois de estalar a polémica no início da semana em torno da possibilidade de ser fazer um cerco sanitário no Porto.

Uma nota final para a notícia de que o Rock in Rio foi adiado para 2021, mas não ficamos sem música. Hoje o destaque vai para Virgul porque "All We Need Is Love".

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