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Santos Populares em tempos de pandemia (outra vez)

Tomás Albino Gomes
Tomás Albino Gomes

Em mais um ano dominado pelas restrições impostas de combate à pandemia, as festividades de Santos Populares voltam a não ser aquilo que eram, com as imagens das festas de 2019 a parecerem cada vez mais gravuras de um livro de história.

Numa breve viagem pelos certames nas duas maiores cidades do país, comecemos pelo primeiro no calendário, o Santo António, em Lisboa, que encheria as ruas da capital na próxima semana, na noite de 12 para 13 de junho.

Já depois de ter sido anunciado que as marchas populares não iam desfilar pela Avenida da Liberdade, a Câmara de Lisboa anunciou que não vai autorizar a realização de arraiais populares devido à pandemia de covid-19, com Fernando Medina a apelar aos cidadãos para que compreendam a situação e evitem aglomerações.

"Infelizmente, este ano não vamos poder ter arraiais, não vamos poder ter as comemorações do Santo António com arraiais, dada a situação que vivemos", disse o autarca da capital, acrescentando: "É a decisão sensata, é a decisão avisada nesta fase da pandemia em que são precisos ainda cuidados, são precisos alertas".

A seis de maio, a Câmara de Lisboa anunciou que não seria realizado o concurso das marchas populares que ocorre anualmente em junho, tendo decidido atribuir metade do subsídio habitual, 15.000 euros, a cada entidade organizadora.

No que diz respeito ao São João, no Porto e em Vila Nova de Gaia, não haverá concertos nem fogo de artifício a iluminar os céus, mas a época será na mesma assinalada, com divertimentos e comida de feira em espaços vedados e de entrada controlada nas duas cidades.

É uma evolução em relação ao ano passado em que todas as iniciativas foram canceladas. A noite de 23 para 24 de junho com as ruas das Invicta repleta de homens, mulheres e crianças de martelinhos na mão é uma imagem distante, mas durante os dias que rodeiam a data vai ser possível ir comer uma fartura ou andar num dos divertimentos.

Apesar de o processo de vacinação seguir a bom ritmo e de hoje até termos ficado a saber que a população entre os 20 e 30 deverá começar a ser vacinada em agosto, o mundo ainda dista do normal e só em 2022 é que o verão deverá voltar a ser o que era com os festivais de verão e os arraias a marcarem as agendas.

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