Escutar o bullying para travar a violência

Pedro Soares Botelho
Pedro Soares Botelho

Desde o início do ano, a GNR conta 64 crimes associados ao chamado bullying — apesar de, no mesmo tempo, ter feito 1.008 ações de sensibilização para mais de 34.113 crianças e jovens dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos, em 422 estabelecimentos de ensino público e privado, segundo dados provisórios, divulgados num comunicado para assinalar o Dia Mundial do Combate ao ‘Bullying’, que hoje se assinala.

Na nota, a GNR deixa um alerta à população em geral e, em particular, às crianças e jovens, para a relevância do tema numa altura em que milhares de crianças e jovens regressaram às atividades letivas após os períodos atípicos de confinamento e de interrupções reiteradas provocadas pela pandemia de covid-19.

O objetivo é, segundo a GNR, apelar a “uma estratégia de consciencialização, que visa contribuir para a mudança de comportamentos da sociedade e para a progressiva intolerância social face à violência nas escolas”.

A GNR lembra que a “violência ocorre fora da visão dos adultos e grande parte das vítimas não reage ou denuncia a agressão sofrida, pelo que esta sensibilização é extensível aos pais, professores e funcionários pelos sinais de alerta que devem procurar denunciar e saber reconhecer, nas escolas e em ambiente familiar”.

Recorda igualmente que o ’bullying’ “é um conjunto de atos que servem para descrever situações de violência física ou psicológica, intencionais e reiteradas, praticados por uma ou mais pessoas no contexto de uma relação desigual de poder, causando dor e angústia na(s) vítima(s)”.

A GNR destaca que atualmente, e associado ao recurso às novas tecnologias, nomeadamente as redes sociais, o ‘bullying’ tem assumido novos contornos, dando origem à vertente virtual do ‘ciberbullying’.

“Por norma os sinais de alerta são silenciosos, aconselhando-se os pais, professores e todos os cuidadores a estarem atentos a sinais, tais como alterações de humor, abatimento físico e/ou psicológico, sinais de impaciência ou ansiedade, queixas físicas permanentes (dores de cabeça, de estômago, perturbações no sono, nódoas negras), irritabilidade extrema, ou qualquer outra mudança de comportamento”, realça a guarda.

Além das ações de sensibilização, a GNR destaca que os seus Postos Territoriais dispõem de uma sala de apoio à vítima, destinada a receber este tipo de situações que contam ainda com militares com formação especializada (Apoio a Vítimas Específicas e militares da estrutura de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário).

Estes militares realizam um acompanhamento personalizado às vítimas de ‘bullying’, encarregando-se de encaminhar as vítimas para outras instituições com competência neste âmbito.

Também a PSP destacou, em comunicado para assinalar a efeméride, ter registado “uma tendência decrescente” das situações de ‘bullying’ nas escolas desde o ano letivo 2013/2014 com os casos de agressões físicas a diminuírem e as injúrias e ameaças entre os jovens a aumentarem.

A PSP alerta para este fenómeno, principalmente no meio escolar, estando a realizar uma operação de sensibilização nas escolas do primeiro, segundo e terceiro ciclo até ao dia 29.

No comunicado, a Polícia de Segurança Pública dá conta que a operação “’Bullying’ é para fracos”, iniciada na segunda-feira, decorre por ocasião do Dia Mundial do Combate ao ‘Bullying’ e abrange crianças e jovens dos 6 aos 15 anos

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