Chegar ao festival é simples; as ofertas de transporte são variadas, de comboios a autocarros, passando por táxis e outras plataformas. Sair dele é que pode ser complicado; "em tudo na vida, a saída é sempre o mais difícil", conforme explicou ao SAPO24 Álvaro Covões, organizador do festival.

"Todos os anos tentamos introduzir melhoramentos no sentido de facilitar a saída das pessoas", afirmou. Este ano, as alternativas serão três: atravessar até Algés pelo viaduto da CRIL, devidamente acompanhado pelas autoridades, utilizar a ciclovia que vai desde a rotunda junto à saída do festival até à passagem pedonal da Torre de Belém, ou utilizar um dos 30 autocarros disponibilizados pela Carris, que terão como destino o Cais do Sodré, a zona da EXPO ou o Marquês de Pombal, parando onde quer que os festivaleiros queiram parar. Comprar bilhetes de transporte dentro do recinto será, também, possível.

Certamente haverá quem queira comprar bilhetes para o festival em si, mas essa tarefa é já impossível. A chamada "candonga" não é de todo uma opção, até porque a prática é proibida em Portugal. "Qualquer português que vá ao Google e pesquise por 'bilhetes NOS Alive' vai, infelizmente, encontrar publicidade paga [que encaminha] para plataformas internacionais de mercado secundário", explicou ainda Álvaro Covões. "Essa é uma atividade ilegal em Portugal. Já temos alertado as autoridades e não fazemos ideia se estão a agir junto da Google, mas aproveito, via SAPO24, para fazer um apelo à Google para pararem de fazer essa publicidade".

Fica o apelo feito, até porque a compra de bilhetes neste tipo de plataformas, por parte de festivaleiros incautos, pode vir a revelar-se um problema: "muitas vezes, estas plataformas acabam por vender bilhetes que não são títulos válidos. Depois as pessoas chegam à porta do festival e acabam por não entrar...".

A entrada, como todos os anos e em qualquer festival, será provavelmente feita na máxima velocidade possível - já que há sempre quem queira ocupar o seu espaço junto das grades que separam palco do público. Aos que vierem mais cedo para o recinto, fica também o conselho: "beber muitos líquidos, de preferência água, alimentar-se, usar creme para proteger contra a exposição solar e um chapéu". Cuidados mínimos de saúde de forma a evitar situações mais constrangedoras. Que é como quem diz, concertos arruinados por indisposições e quebras de tensão.

Bem cuidadas ficarão também as festivaleiras grávidas. Uma brincadeira de Álvaro Covões: "parece que estamos num boom de natalidade...". Isto porque, este ano, os pedidos para a utilização do espaço destinado a grávidas "em muito extravasaram a sua capacidade". Juntamente com alguns parceiros, como a Santa Casa da Misericórdia e a Câmara Municipal de Oeiras, o NOS Alive irá proceder à recolocação de algumas delas. Números? 59 grávidas no primeiro dia, 67 no segundo e 111 no terceiro.

Sendo também o primeiro festival a transformar um palco numa instalação de arte, tendo endereçado um convite ao artista plástico Bordalo II (conhecido por construir peças com recurso a lixo), o NOS Alive encara a sustentabilidade não como meta, mas como obrigação, desde o material reciclado à presença na Agenda 2030, a convite da ONU. "Todos os grandes festivais do mundo contactaram-nos e quiseram, também, aderir a essa agenda", afirmou o organizador.

Estando praticamente tudo dito em relação à logística, restam os concertos - sendo que muitos deles não serão vistos, infelizmente e por motivos de trabalho, pelo próprio Álvaro Covões. "Tenho pena de não conseguir ver metade, pelo menos... Tento pelo menos ver uma música", disse. Quase que adivinhamos que uma delas será esta.

Antes da abertura de portas, o SAPO24 foi conhecer o recinto do "festival que tem o maior relvado sintético do país". Ora veja:

A 12.ª edição do festival, que já está esgotada, começa na próxima quinta-feira e são esperados cerca de 55 mil espectadores, dos quais 16 mil serão estrangeiros, em cada um dos três dias. Além da banda de Eddie Vedder, que está atualmente em digressão pela Europa mesmo sem ter um álbum novo (o último, "Lightning Bolt", é de 2013), será possível ver concertos de nomes como Nine Inch Nails, Queens of The Stone Age, At The Drive In, Japandroids, Eels, Khalid, Wolf Alice, Jack White, Franz Ferdinand, The National e Bryan Ferry.A música portuguesa passará pelos caminhos de Orelha Negra, Thr Gift, Miguel Araújo, Jorge Palma, António Zambujo, Branko, Teresinha Landeiro, Surma, Primeira Dama ou Paus.

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