Afonso Santos, Joana Carvalho, João Melo, Maria Leite, Mário Santos e Rodrigo Santos serão os seis atores que, a partir de março, vão fazer parte do elenco “quase” residente deste teatro nacional que junta três estruturas no Porto: o TNSJ, o Teatro Carlos Alberto e o Mosteiro de São Bento da Vitória.

“O TNSJ nunca teve uma companhia residente porque é financeiramente difícil e potencialmente imobilista do ponto de vista artístico. Terá agora uma ‘quase’ residente. São atores contratados, atores da casa, que vão habitar e animar a casa”, descreveu o presidente do conselho de administração do TNSJ, Pedro Sobrado.

Esta ideia, que tinha sido já anunciada em março do ano passado, aquando da comemoração do 99.º aniversário do TNSJ, tem como objetivo “conferir estabilidade aos artistas, criar um raciocínio mais consistente”, bem como “rentabilizar atores”, uma vez que este elenco “quase” residente será protagonista de espetáculos, mas também será utilizado em oficinas, leituras ou no acolhimento de escolas, entre outras atividades.

“A ideia é que os atores atuem, participem, habitem a casa dentro e fora dela, para além das peças”, apontou o diretor artístico do TNSJ, Nuno Cardoso, que esta manhã apresentou a programação comemorativa do centenário desta instituição, um programa para março, abril, maio, junho e julho deste ano.

Esta primeira companhia “quase” residente do TNSJ foi contratada por um ano, sendo objetivo da instituição que “a ideia não se esgote neste ano de centenário”, ainda que “as abordagens futuras estejam ainda em aberto”.

“É nossa convicção que a existência de um núcleo de atores contratado à temporada ou anualmente nos permite pensar de maneira mais consequente a produção própria e a política de repertório”, lê-se, por sua vez, no dossiê de imprensa sobre a programação do centenário.

Sobre os atores que fazem parte desta companhia: Afonso Santos, que se estreou profissionalmente em “O Fidalgo Aprendiz” pela mão de João Pedro Vaz, no TNSJ integrou o elenco de “Lulu” com encenação de Nuno Cardoso.

Já Joana Carvalho, “a voz que prepara o início dos espetáculos” e que muitas crianças conhecerão de ouvir dar vida a desenhos animados, é professora de dança, tendo já colaborado com Nuno Carinhas e com o TNSJ.

João Melo, que se divide pelo teatro, televisão e cinema, também integrou “Lulu” no TNSJ, tendo sido protagonista de curtas-metragens como “Antes de Amanhã”, de Saguenail, bem como “Odisseia dos Pássaros”, de Fernando Cavaleiro.

Soma-se Maria Leite, atriz “com apetência especial pelas artes da imagem” e que trabalhou como videasta ou no elenco de séries, telenovelas e curtas-metragens, destacou-se em estruturas teatrais como Coletivo 84, Teatro da Terra e Ao Cabo Teatro.

Mário Santos, membro fundador do Teatro Bruto até 2007, tendo depois trabalhado como ‘freelancer’, no TNSJ integrou o elenco de “Arranha Céus”, com encenação de Ricardo Pais, e “Breve Sumário da História de Deus”, de Nuno Carinhas.

Por fim, Rodrigo Santos, fundador do teatro da Palmilha Dentada, em cinema e televisão colaborou com realizadores como Rodrigo Areias ou Francisco Manso.

O trabalho desta companhia “quase” residente será dirigido por Nuno Cardoso, que a descreveu como “uma espécie de núcleo simbólico” do TNSJ que, desta forma, “será ainda mais uma casa, uma casa-reservatório da língua portuguesa e da palavra”, frisou o diretor artístico.

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